terça-feira, 16 de abril de 2013

Opinião em contos e estórias sobre coisas sérias

Numa época em que tudo parece ser um mar de incertezas e surpresas - dito assim para não ser muito pessimista - lembrei-me de recorrer a uma velha fórmula para expressar algumas opiniões sobre o atual momento em que vivemos. Curiosamente, na mesma semana, dois Media, bem diferentes, publicaram dois textos igualmente únicos que fiz recorrendo à mesma técnica.

Usando, e talvez abusando, de inspirações à "La Fontaine" ou "Orwellianas", saíram-me, por via dos dedos que caiam nas teclas, os dois textos de um modo alegórico, e, por vezes, humoradamente satírico.

O primeiro foi criado para o semanário regional Região de Leiria, fazendo várias alusões a contos e ficções populares, para abordar a problemática de definição e constituição de uma região que parece igualmente fantasiosa. O texto em causa pode ser visto AQUI.

O segundo foi criado para o projeto P3, associado ao Jornal Público, e trata alegoricamente de uma determinada Quinta que é governada por um tal Coelho. O texto em causa pode ser visto AQUI.

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um dia das mentiras mentiroso como os outros

Com tanta mentira a circular nos últimos tempos, o melhor seria dedicarmos o dia de hoje à verdade. Pelo menos seria uma mentira útil.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Participação na V Antologia de Poetas Lusófonos

Para grande pena minha não pude participar na sessão de apresentação da V Antologia de Poetas Lusófonos, mas hoje finalmente consegui ter nas mãos as duas obras que me cabiam. Os dois poemas da minha participação - "Viver na Quente Incerteza" e "Que Solidariedade" - resultaram no direito a ter dois exemplares que irão ocupar um lugar de carinho na minha biblioteca. Registo esta redundância pela curiosidade desta coincidência de sair esta participação nesta antologia poética ao mesmo tempo que apresentei um outro livro de poesia - CONTEMPORANEIDADES. Qualquer dia ainda alguém pensa que sou um poeta...


terça-feira, 26 de março de 2013

Necessidade de Energias Sustentáveis

As Energias Renováveis têm de ser parte incontornável do futuro! Sem dúvida que interessa ter fontes inesgotáveis de energia, mas o facto de serem renováveis não resolve, por si só, o nosso problema energético e os impactes ambientais associados.
Mais que “Energias Renováveis”, de um modo pragmático, precisamos de “Energias Sustentáveis”! Nem sempre “renovável” é sinónimo de “sustentável”, e por vezes as não renováveis, a curto prazo, até podem ser as mais racionalmente sustentáveis. Polémicas à parte, o problema energético exige análise cuidada, e no caso português mais ainda, pois a nossa dependência energética externa condiciona o nosso desenvolvimento. Importa fazer balanços dos gastos e ganhos, comparando energias despendidas e produzidas. Pode bem acontecer gastar-se mais energia não renovável nos processos de implementação e utilização (produção, logística, construção, transporte, armazenamento, etc.) das energias renováveis do que a quantidade de energia limpa por elas produzida. Assim, em certos casos, o saldo pode ser negativo, a todos os níveis. Mas essas limitações devem ser analisadas com muita cautela, pois as energias não renováveis, como todos sabem, podem causar, para além dos impactes ambientais decorrentes da sua normal obtenção, verdadeiras calamidades!


Por vezes, para que possamos usar, no dia-a-dia, energia dita limpa, proveniente das renováveis, muitos foram já os custos energéticos provenientes de outras fontes altamente lesivas para a garantia da sustentabilidade económica e ambiental. Daí ser imperativo analisar cada caso e fazer o devido cálculo energético.
Pelos menores impactes ambientais, e por ainda estarem em fase inicial de desenvolvimento e implementação, as energias renováveis tendem a ser subsidiadas pelos Estados. Isso pode ser mais um problema, pois os fundos públicos são cada vez mais exíguos, sem fundos para que se financie algumas potenciais insustentabilidades.
Assim, de futuro, precisamos de energias verdadeiramente sustentáveis, renováveis ou não. Precisamos de garantir as nossas necessidades energéticas através das tecnologias de menores custos (implementação, produção, manutenção, ambientais e outros). Até lá teremos de continuar a investigar para tentar atingir esse objetivo, mas enquanto a utopia não se concretiza, cada um de nós vai querer continuar a ligar o interruptor e a pagar o mínimo possível por isso.

Texto publicado no Diário de Leiria, Jornal de Leiria e Diário as Beiras

quarta-feira, 13 de março de 2013

O Nascimento do meu 1º Livro individual - Contemporaniedades


Nasceu o meu primeiro livro, de nome "CONTEMPORANEIDADES". Este livro resulta de uma mistura de criações: poéticas e plásticas. Nele constam 30 poemas de crítica satírica social para, em conjunto com as telas simbólicas a pastel em fundos negros, tentar fazer uma reflexão muito particular sobre os nossos dias de hoje. Será sempre uma visão pessoal - ainda que por vezes metafórica e simbólica, nem sempre aparente - a que estará registada naquelas páginas de papel, mas desse pessoalismo opinativo - talvez errático - poderá surgir a ignição para a reflexão alheia. Se assim for, fica cumprido o objetivo do livro em causa. Apesar das mensagens fortes e bem vincadas - mesmo que tratadas estilisticamente -, a ofensa tentou ser evitada pela suavidade da escolha das palavras e em admitir logo à partida a facilidade com que o erro se cria. O livro, caso desperte emoções e reações em quem o ler, nunca foi pensado para convencer. Gerar concordância ou levar cada uma e cada um a defender uma opinião contraditória ao que consta do livro seria, a meu ver, um produto muito positivo para este trabalho amador.

Para poder ter acesso ao livro basta, depois da apresentação - 21h00 - contactar. Para ver as telas basta ir à Biblioteca José Saramago entre 15 de Março e 26 de Abril de 2013.

sábado, 9 de março de 2013

Uma exposição que me irá expor no dia 15 de Março na BJS

Já falta menos de uma semana para uma exposição que me irá expor. Com qualquer tipo de exposição, ainda que na altura de avançar para elas o nervosismo não me condicione, quando chega o momento da verdade a ansiedade manifesta-se em mim. No entanto, sem arriscar e sem sair fora da caixa - como se diz muito agora - dificilmente se consegue fazer algo (de bom ou de mau) que acrescente. Bem, não vale a pena pensar muito nisso agora, mais vale avançar e preparar, do melhor modo possível, o evento.


Agora um pouco sobre o livro. Este projecto surgiu a partir de umas coisas que tinha já feitas, mas desenvolveu-se a partir do momento em que se formalizou a disponibilidade do espaço para a exposição. Assim, com um objetivo definido e data para cumprir, tudo se foi estruturando e construindo como um todo, tanto os poemas como as telas. O estilo adoptado foi bastante simples - nas telas com o recurso a minimalismos nas formas e nas cores, e nos poemas recorrendo a uma abordagem quase popular e rima formal. Tudo isso foi pensando para facilitar a transmissão da mensagem social ligada aos nossos tempos, que é satírica, crítica, reflexiva e, por vezes, quase optimista!
Aproveito também para agradecer a todos os que ajudaram nesta aventura. Não vou nomear ninguém, pois, muitos já estão identificados nos agradecimentos do livro, e porque quem ajudou, no fundo, sabe que lhe estou profundamente grato!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Urbanismo de Barcelona

Há muitas razões para falar de Barcelona. É incontornável a importância histórica, cultural, artística, industrial e desportiva desta enorme cidade, que bem poderia ser uma capital de país - apesar de ser a capital de uma nação -; mas queria-me centrar mais nos seus aspetos, formas e funcionalidades, urbanos.
Esquina Sagrada Família
No século XIX, vivendo um fulgor industrial que trouxera riqueza à cidade, mas alguma destruição e destruturação urbana, é decidido implementar um grande plano urbanístico, garantindo a salvaguarda do património existente e uma expansão ordenada, respeitando as funções de uma cidade moderna. Assim, em 1853, Ildefons Cerdà inicia, ele próprio - apesar de ser engenheiro e político em funções -, um monumental plano urbanístico de intervenção que iria mudar a cidade, e transforma-la num ícone urbano, local onde tantos outros ícones posteriormente surgiram.
Esquina a 45º de cruzamento
As novidades do plano de Cerdà, para além das largas avenidas que possibilitavam inserção de cortinas de arvoredo, passaram pela adoção: de grandes avenidas diagonais, que quebravam a monotonia da malha quadrangular; e de um original formato, em planta, dos quarteirões urbanos. Essas áreas, destinadas à urbanização, tinham a particularidade de formarem esquinas a 45° (em vez dos habituais 90°), nas interceções das rodovias. Isso permitia reduzir sombreamentos, aumentar a visibilidade e tornar mais amplos e arejados os cruzamentos. Os quarteirões também eram vazados, havendo pátios internos de espaços livres que podiam servir de apoio a equipamentos e várias atividades urbanas e de lazer.
Avenida Arborizada

As medidas urbanas adotadas em Barcelona continuam a criar uma cidade de especial funcionalismo. Os cruzamentos sempre foram, em todas as cidades, pontos críticos para o tráfego, e onde tendencialmente atividades urbanas de apoio se concentram. São também os locais onde surgem os principais condicionamentos, e mais poluição se forma (devido ao “para arranca”).
Hoje, as soluções urbanas de Cerdà continuam a permitir mais arejamento e vistas de únicas de maior profundidade.
Nota: Fotografias de Micael Sousa; texto criado para a coluna "Viagens (fora) da minha terra", do Jornal de Leiria.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Exposição Fragmentos de Luz - Uma coletiva de fotografia

Depois de meses de formação, acompanhados de muita experimentação, deixando a segurança dos modos "automáticos", irei apresentar, em conjunto com os colegas do curso de fotografia digital da Fotograf ´arte, o primeiro projeto fotográfico e mexposição aberta ao público. A exposição inaugura dia 22 de Fevereiro e segue até dia 14 de Março. Fico à espera de visitas e comentários, pois garanto que haverá bons trabalhos expostos, pelo menos os dos colegas estão muito bem conseguidos! - palavra de fotografo amador.

"Fragmentos de luz. Dezasseis olhares. Incomuns. Por aqui, nos encontramos e nos perdemos em sonhos. Por aqui. Seguimos em busca de histórias à espera de se recontarem. Por aqui. Eis o olhar especial que se emociona muito para lá do arco-íris e das lágrimas que o Amor abafa. Por aqui. Celebramos a busca de cumplicidades e contrastes, entre o presente e o passado, numa Rua da cidade. Por aqui. Perdemo-nos ao sabor de uma estória de amor sob os arcos e ritos de passagem. Por aqui. Bebemos, juntos, as palavras de Neruda, naquilo que nos inebria e contagia o olhar. Por aqui. Damos de caras com o olhar, nobre, generoso e abnegado de quem nos salva. Por aqui, viajamos no tempo, para um olhar longínquo da cidade actual do Lis. Por aqui. Sentimos os sons que a poesia da imagem desvela. Por aqui. Surpreendemo-nos, na reclusão confinada de celas, e aí encontramos asas feitas de poesia. Por aqui. Deparamo-nos no olhar atento dos traços desenhados que animam uma parede. Por aqui. Manifestamo-nos anti-televisão. Por aqui. Deixamo-nos ir na música das imagens. Por aqui. Reencontramos a sensibilidade de sete ofícios a sete mãos. Por aqui. Buscamos na arte de rua, um rosto anónimo, mas próximo e familiar. Por aqui. Percorremos, entre luzes e sombras, caminhos interiores que nos revelam uma força insuspeita. Por aqui. Dançamos ao ritmo da paixão que um sonho move. Venha daí. Connosco. É por aqui."
 
Texto de Carla de Sousa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um centro comercial central diferente em Milão

De todas as grandes cidades de Itália, Milão talvez seja a menos conhecida pelo seu património artístico e arquitetónico, ficando aquém de outras cidades como Florença, Veneza, Roma e etc. No entanto, no centro da cidade existem alguns locais impossíveis de esquecer. Destaca-se a Catedral (Duomo), inserida numa enorme praça, o Teatro Scala, o Castelo dos Sforza e as galerias Vitor Emanuel. É exatamente pela particularidade do último local que ensaio este texto, tentando lembrar e sugerir uma ideia e modelo que, apesar da antiguidade, por cá pouco se implementou.

As galerias Vitor Emanuel são, em parte, percussoras dos “shoppings” contemporâneos. No entanto, podem – e penso mesmo que devem – ser vistas como um exemplo e oportunidade para o comércio dito tradicional e de implementação nos centros históricos das cidades. As galerias de Milão, com mais de 150 anos de existência, por serem uma criação comercial de transição, conjugam o melhor dos dois mundos: o comércio tradicional e a grande escala (de qualidade arquitetónica).

No fundo, essa construção comercial de Milão não é mais do que uma rua comercial pedonal coberta, definida pela bela arquitetura de época, devidamente enquadrada no edificado envolvente, criando uma harmonia muito própria e algumas perspetivas únicas e invulgares de uma verdadeira composição urbana. As galerias situam-se exatamente no centro da cidade, ao lado da magnífica catedral e do famoso Teatro Scala, formando um conjunto coerente de valor acrescentado. Passa-se, a pé, dos passeios e praças diretamente para a galeria, quase sem darmos por isso. A integração é perfeita, permitindo que subsista aí o comércio tradicional – ainda que tendencialmente de luxo. Existem desde as lojas tradicionais ao “franchising”, e até “fast food”. No entanto, o comércio tradicional persiste, nas próprias galerias ou nas ruas adjacentes, que recebem ainda a influência positiva de proximidade.

Por cá, pela nossa região e suas cidades, à nossa escala, poderíamos seguir por um caminho semelhante, reinventado o comercio tradicional, os nossos centros urbanos e “shoppings”. Se a roda já foi inventada, porque não a colocar a rolar, fazendo as devidas adaptações?
Nota: Fotografias da autoria de Micael Sousa; texto criado para a coluna "Viagens (fora) da Minha terra" do Jornal de Leiria

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Uma Reportagem e uma Crónica no P3 do Público

Num determinado dia fui contactado para fazerem uma reportagem sobre o "Movimento ANTI-Corrupção" para o P3 - um projeto online associado ao jornal Público, criado e pensado por jovens jornalistas.
Penso que a reportagem ficou interessante, ainda que o título exagere um pouco o meu envolvimento nesta causa. Dedico especial atenção ao tema, mas, obviamente, não se vive e sobrevive só da cidadania - pelo menos eu não! Aqui fica o registo dessa reportagem, muito bem executada pela Mariana Correia Pinto: Micael Sousa faz do combate à corrupção um modo de vida
 A partir dessa reportagem, surgiu a oportunidade de ter no P3 uma crónica da minha autoria. Não  desperdicei a oportunidade - ainda que possa ter sido mal conseguida -, e lá escrevi algo inspirado pelos princípio que me levaram a cria o blogue A Busca pela Sabedoria - o meu primeiro blogue, dedicado á cultura geral. O texto em causa, com o título a dizer já muito, ficou assim arranjado: A Especialidade que leva à Ignorância Geral
Tudo isto pode ter sido, apenas e tão somente, mais uma redundância, ente tanas que vou (mal) escrevendo, mas não podia deixar de a registar aqui.
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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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