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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Alguns exemplos de Jogos de Tabuleiro sustentáveis para este Natal

No meu último texto comprometi-me a recomendar alguns jogos de tabuleiro modernos como possíveis prendas de natal, por serem sustentáveis. Mas queria salientar que existem muitas outras opções sustentáveis, especialmente quando optamos por ofertas não materiais. 

Apesar de tudo, os jogos de tabuleiro têm sempre algum impacte ambiental. No entanto, é muito menor que outras opções. Não gastam energia na utilização, têm baixos níveis de obsolescências, altos níveis de durabilidade e podem ser facilmente vendidos e trocados, evitando gerar resíduos depois de, eventualmente, lhes termos esgotado a jogabilidade.  Relembro também as restantes dimensões que os tornam produtos do desenvolvimento sustentável, nomeadamente a dimensão social que têm e a associação a uma nova industria criativa, tal como a promoção cultural da literacia através dos designs de qualidade. Mas o objetivo deste segundo texto passa por recomendar diretamente alguns jogos que podem ser oferecidos ou jogados neste natal, incutindo indiretamente mais sustentabilidade, e convívios mais animados nesta quadra.

Poderia recomendar centenas de jogos, mas vou referir apenas alguns exemplos, dos que são mais baratos e acessíveis, de várias editoras e que podem ser adquiridos com facilidade em Portugal e na região de Leiria. Mas se os quiserem experimentar primeiro podem sempre passar pelos encontros gratuitos dos Boardgamers de Leiria.

Dobble. Jogo em que cada carta tem um objeto em comum com todas demais cartas. O jogador que conseguir descobrir primeiro o seu objeto comum avança no jogo. Este jogo pode ser jogado por crianças a partir dos 3 anos, tal como adultos, mudando a velocidade. 

Catan. Jogo de gestão de recursos, planeamento estratégico e espacial. Os jogadores devem dominar a estatística das localizações para produção de recursos, tal como a arte da negociação, que lhes permite expandir os seus domínios sobre o território. Pode ser jogado por crianças a partir dos 8 anos, e é muito popular entre adultos. 

Dixit. Jogo de narração criativa. Os jogadores recorrem a cartas ricamente ilustradas de forma surrealista para contarem pequenas histórias. Estimula-se a comunicação de forma estratégica e criativa. Indicado para toda a família, podendo ser jogado por 12 pessoas ao mesmo tempo.

Passa o desenho. O jogo do telefone avariado, em que cadernos vão rodando pelos jogadores, criando sequencias hilariantes de palavras e desenhos. É comum chorar a rir no final de uma rodada. 

Mistacos. Jogo de empilhar cadeiras, em que se treina a destreza e um certo nível de estratégia estrutural. 

Skull
. Jogo de bluff com muita tensão, que pode ser jogado rapidamente até 6 pessoas, dada a sua simplicidade. Os jogadores jogam ocultamente peças ou tentam adivinhar por leilão as peças dos adversários, tentando evitar as caveiras.

Soldado Milhões. Jogo de cartas em que cada jogador deve gerir os seus recursos, tentando ganhar cartas de pontos em cada rodada por leilão. Todos começam com os mesmos recursos para os leilões.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quando os informam, os Portugueses respondem com solidariedade e pro-actividade!

Tenho plena consciência que iniciativas como as do Banco Alimentar não resolvem o problema da fome nem erradicam a pobreza. Isso só será possível através de sólidas e fortes políticas sociais. Enquanto políticos e a própria sociedade civil não conseguem, separadamente ou em conjunto, erradicar, ou pelo menos fazer diminuir, a desigualdade e a pobreza, penso ser nosso dever ético “alimentar esta ideia” e deixar de parte as críticas ideológicas - esse potencial e vontade política é útil, mas tem de ser canalizando para encontrar verdadeiras soluções políticas para o problema e não para criticar quem, através do seu esforço, vai ajudando quem mais precisa a suprir as necessidades do dia-a-dia.
 Apesar de ser já repetente, há pelo menos 3 anos, nestas andanças do Banco Alimentar, por cada dia e turno de recolha há sempre algo que marca e que fica na memória. Nas 4 horas de um turno de recolha, somos levados a experimentar e reflectir sobre a nossa sociedade, pois observamos e interagimos com muitas e diferentes pessoas num curto espaço de tempo: assistimos a actos de solidariedade ímpares. No passado domingo, passei por mais uma dessas experiências sociais, senti-me tocado e muitas vezes atrapalhado por alguns contactos que ia tendo com as pessoas que interpelávamos ou que vinham até nós. Não porque nos tratarem mal, muito pelo contrário, mas pela extrema generosidade e simpatia que demonstravam, independentemente dos donativos que faziam – pois o mais importante é cada um contribuir com o que entende e pode. Mas neste Novembro presenciei um caso muito pouco comum, o de um casal que, com o seu donativo, nos deixou de tal maneira espantados e atrapalhados que nem soubemos agradecer e demonstrar a nossa admiração pelo seu acto. Esse mesmo casal deixou um carrinho de compras cheio com donativo, completamente a abarrotar. Gostaria de poder agradecer a estes anónimos benfeitores de Leiria em nome de todas as pessoas que, sem as conhecer e serem conhecidos, vão ajudar.
Apesar das minhas sensações e experiências não poderem ser vistas como estatísticas, neste ano diria que, para o mesmo local e para o mesmo horário, conseguiu-se recolher mais donativos. E, notamos também que muitos Leirienses se deslocavam à superfície comercial em causa propositadamente para contribuir para o Banco Alimentar.
Ou seja, em plena “crise” os portugueses, e mais concretamente os leirienses, mostram-se preocupados com o bem-estar dos seus concidadãos, demonstram solidariedade para com o próximo e provam que, quando estimulados, os portugueses são capazes de uma grande empatia e solidariedade social. No meu entender, isto deve-se muito à acção dos Media, da divulgação do agudizar da crise e das dificuldades que vai passando o país. Assim se demonstra o poder que os meios de comunicação podem ter e que, quando conscientes e informados, os portugueses marcam presença e respondem de um modo pró-activo.
 
Então, que tal aplicar este potencial de mobilização para outras causas?

(texto publicado no Diário de Leiria em 2 de Dezembro de 2010 e no Jornal de Leiria em 16 de Dezembro de 2010)

sábado, 27 de novembro de 2010

Mais um dia de recolha e contributo para o Banco Alimentar

Hoje, domingo dia 28 de Novembro de 2010, irei participar em mais uma campanha de recolha de bens alimentares para o Banco Alimentar Contra a Fome. Seguramente que este tipo de iniciativa não resolverá permanentemente o problema da falta de víveres a algumas famílias, muito menos a pobreza que se manifesta de várias formas em alguns lares. portugueses A erradicação desse tipo de necessidades que estão ligadas à pobreza só pode ser conseguida através de politicas sociais e da dita acção social, de medidas e alterações estruturantes na nossa sociedade - responsabilidade do poder político mas de toda a sociedade civil.
Por isso, como as necessidades não podem esperar por tais resoluções e porque todos comemos todos os dias - ou pelo menos deveríamos - vou contribuir para esta causa e apelar a todos para o fazerem também. Por isso, alimente esta ideia!
Hoje este saco está cheio de t-shirts, espero que amanha estas mesmas t-shists contribuam para que outros sacos se encham de bens para quem mais precisa

sábado, 2 de outubro de 2010

Iniciativa da REAPN e do RL - O que é para si a pobreza?

 Gostava de partilhar aqui o meu pequeno contributo, na forma de umas palavras, para uma das iniciativas  do Núcleo distrital da  Rede Europeia Anti-Pobreza (REAPN), mais concretamente a coluna que disponibilizaram no jornal Região de Leiria para que os cidadãos expressassem os conceitos e definições de pobreza. Aqui ficam as palavras que me ocorreram:

"A pobreza em primeira instância sente-se na pele, sente-se no corpo e, muitas vezes, no que falta ao estômago. Sem que essa pobreza cesse jamais podem ser minimizadas ou combatidas todas as outras formas comportamentais e intelectuais de ser pobre, pois quando a pobreza é extrema o corpo fala mais alto e remete para o campo dos luxos a preocupação com pobrezas de espírito."

(texto publicado em 1 de Outubro no Jornal Região de Leiria)

Deixo aqui também os links da REAPN para mais informações sobre as suas iniciativas e acções:
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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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