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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Candidaturas a coisas políticas – candidatura à JS da concelhia de Leiria

A vida é feita de experiências, e, das muitas que vamos tendo, serão tanto mais úteis aquelas das quais mais consigamos aprender e crescer - a todos os níveis. 
Logótipo da candidatura em causa
Uma das mais recentes experiências que vivi (e que ainda estou a viver) relacionou-se com o abraçar e encabeçar de uma candidatura à concelhia da juventude partidária a que pertenço. As razões pelas quais me disponibilizei para este novo papel foram várias, justificações que se podem ler directamente ou indirectamente nas palavras que registarei de seguida. Provavelmente, uma das principais razões surgiu da vontade em continuar e aprofundar muito mais as actividades que tenho desenvolvido como membro activo, que sempre me esforcei para ser  – embora nem sempre tão consequente como gostaria –, em conjunto com as companheiras e companheiros que se têm envolvido e dedicado tempo à causa política na estrutura em causa. Dos anos de militância foi-me possível aprender e crescer politicamente com os bons e maus exemplos, com os projectos bem e mal sucedidos e as condutas sérias e menos sérias. Tornei-me militante num partido a que se associo a ideologia com que me identifico, e vi esse acto de aderir como o início de uma aprendizagem política, enquanto ciência e prática, de onde aproveitaria a participação para aprender com os camaradas mais velhos e experimentes. Mas a principal aprendizagem, apesar de tudo, deu-se ao nível da sociabilização e da dinâmica de grupos, do conviver e construir em grupo com pessoas diferentes – experiências, idades, formações, valores, modos de estar, cultura, etc. Da aprendizagem de grupo posso dizer que aprendi também bastante sobre política, pois a política na prática e a prática politica não se faz isoladamente – o próprio conceito de política relaciona-se com as antigas Polis gregas enquanto sociedades e grupos de cidadãos conscientes da necessidade de se governarem em grupo.
 Voltando ao presente. Após um período de reflexão, sabendo que as eleições internas da concelhia da “jota” em causa, decidi que teria de tentar ser útil, desta vez de um novo modo e num papel que nunca tive – sempre me preocupei mais com as ideias que com as lideranças e relações de poder. Para tal disponibilizei-me para ser o primeiro subscritor de um projecto político. Recuso-me a utilizar a palavra liderar, pois o cargo em causa é de coordenação, que pressupõe - na minha opinião- o incentivo ao grupo, para que os seus próprios elementos sejam os seus próprios responsáveis e tenham liberdade de aproveitarem e concretizarem todo o seu potencial e valor, em prol das causas maiores que todos nós – o bem comum.
Dos meus anos de militância (cerca de 5 à data), conheci vários estilos de coordenação, vários tipos de militância, vários tipos de atitudes e participação militante. Dessa experiência, nesta altura em que pouco mais tempo serei um “jota” – por imposições de idade (os 30 estão quase ai) -, não poderia deixar de me propor ao trabalho.
Sessão de esclarecimentos
Da experiência de campanha, ainda enquanto decorre, saliento aspectos positivos e negativos. Positivamente saltam à vista o reforço de relações entre militantes que se unem pelo mesmo projecto, o estruturar de ideias que pertenciam apenas aos indivíduos e agora são de um grupo. Ainda positivamente os aspectos benéficos da competição que obrigam ao melhorar e elevar da fasquia na construção de cada projecto. Negativamente, e provavelmente porque se estreitam alguns laços noutro sentido, destacam-se os conflitos. A competição, por mais bem-intencionada que seja, pode sempre causar conflitos e mal-entendidos para além do elevar dos conteúdos. A capacidade de sanar esses percalços constitui um passo importante na aprendizagem de todos nós, um acto que nem sempre é fácil quando entram em cena pessoalismos. A política é feita por pessoas para pessoas, com indivíduos e suas particularidades, que os tornam únicos e por vezes levam ao conflito de interesses e valores. Independentemente disso, nunca se deve perder o foco e o objectivo final que é o apresentar de novas vias para chegar ao anteriormente citado – por vezes tão difícil de definir pela sua subjectividade paradoxal – bem-comum.
Um militante de um partido será alguém que se disponibiliza para abraçar ideias base e ideologias políticas, mais ou menos, definidas que tentam encontrar soluções para o bom governo das sociedades. Ou seja, é uma vertente da participação cívica que deveria ser comum a todos os cidadãos. A actividade política é uma expressão do dever de participação cívica, mas está longe de ser a única. Foi por essa razão principalmente que avanço sem receio, de perder ou ganhar, para o escrutínio entre pares. Ganhando ou perdendo, se conseguirmos – a equipa que entendeu dar o seu trabalho e esforço à candidatura em causa [A União das Ideias] – ganharemos sempre pois estou convicto que apresentaremos e disponibilizaremos um bom projecto, realista e com propostas inovadores. Em suma, daremos o exemplo do que deve ser feito.

Neste espaço de registo de redundâncias, pessoais ou com assuntos relacionados com a minha pessoa, são mais umas palavras que ficam para uma história com “h” pequeno.

Deixo aqui algumas ligações para recordar deste momento particular, que no futuro será história (ainda que pequena):

terça-feira, 5 de julho de 2011

A cidadania política e as eleições da Esquerda Democrática - PS

Para os militantes do Partido Socialista, desde Janeiro, altura da campanha para as Presidenciais, actividade é coisa que não tem faltado. Depois disso veio o XVII Congresso Nacional em Matosinhos, onde Sócrates foi eleito com esmagadora maioria. Logo de seguida foi momento de Eleições Legislativas e agora, pela força da derrota nessas mesmas eleições, haverá escrutínio interno no partido. Independentemente dos modos ou efeitos de toda esta actividade, independentemente de como cada militante se tem envolvido em cada um dos episódios que referi, a oportunidade de exercer uma militância activa não tem faltado. Essa possibilidade é, para mim, colocando de lado as tendências políticas em causa, algo por si só muito importante, especialmente se considerarmos que a cidadania política activa é, regra geral, pouca e inconsequente na dita sociedade civil.
A política é inata e própria das sociedade humanas, o que muda, numa perspectiva "democrática", é a qualidade dessa política e o envolvimento nela dos cidadãos. Até que algo de diferente se invente - que não significa que seja necessariamente melhor -, fazer política passa por intervir com e nos partidos (e movimentos) políticos. O ideal seria todos fazerem o seu papel político e cívico: os políticos que são cidadãos; e os cidadãos que, no fundo, só o podem ser de facto se assumirem a sua função e papel político. Há que assumir isso sem medos e preconceitos! Não seria isso uma revolução? Penso que sim, mas uma "revolução reformista" - paradoxos à parte - no sentido de melhorar a própria Democracia.
Como cidadão que não teme manifestar a sua vertente política - pois dificilmente a política pode ser uma "coisa privada" -, não posso deixar de concretizar algumas palavras sobre as eleições internas do meu partido, até porque defendo que os partidos se devem abrir à sociedade civil - pelo menos é sua obrigação democrática e ética de o fazerem se realmente pretendem despertar o envolvimento político e cívico dos cidadãos. Primeiro, parece-me ser sinal da vitalidade do Partido Socialista existirem dois candidatos de peso a Secretário-geral. Duas opções válidas sem dúvida! Pessoalmente tenho a decisão tomada. Aliás, só poderia ser uma por coerência. Se no passado recente defendi que uma mudança interna seria benéfica, tendo votado isso em pleno Congresso Nacional como representante por Leiria de uma lista alternativa à do Secretário-Geral de então, posição justificada pela necessidade de mais debate interno e abertura do partido, agora o sentido de voto só poderia de ser o mesmo.
Voltando aos actuais candidatos. Os nomes não surpreendem. Surpreendem as mobilizações que se fazem em torno de ambos. No caso de António José Seguro só posso concluir que: somente alguém de prestígio, que gera confiança, poderia levar tantos militantes a juntarem-se àqueles que já defendiam um "mudança" interna. Pois se Assis pode ser visto como uma "nova continuidade", Seguro é sem dúvida uma "mudança que sabe olhar para o passado". 
É assim a Democracia, são assim alguns dos seus valores: a liberdade de opinião e de (re)tomar posições perante a novidade, a oportunidade e os desafios de pensar e governar as “coisas públicas”.

Texto publicado no Jornal de Leiria em 30 de Junho de 2011 e no Diário de Leiria em 6 de Julho de 2011)

domingo, 19 de junho de 2011

A Internet e as Novas Tecnologias – uma oportunidade para a COES

Partilho de seguida o texto de apoio à proposta de organização para a Corrente de Opinião Esquerda Socialista, cujo primeiro proponente é André Fonseca Ferreira. Apoiei e apoio a proposta referida por propor o funcionamento da COES de um modo leve e que assenta nas novas tecnologias, nas TIC.
Segue a cor diferente o texto justificativo das oportunidades das TIC e da WEB2.0 para o futuro da COES:
 A nossa sociedade está a viver, desde há algumas décadas para cá, uma transformação imensa no modo como nela comunicamos e transmitimos informações, enquanto indivíduos ou enquanto membros de grupos. As novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), mais concretamente os sistemas computacionais, cada vez mais miniaturizados, e o acesso à Internet, cada vez mais fácil e generalizado, têm sido os motores desta “revolução”. Estes novos meios e ferramentas abrem hoje portas que no passado pereceriam pura ficção. Hoje, barreiras geográficas e físicas conseguem ser superadas por tecnologia de massas, acessíveis ao cidadão comum, permitindo a capacidade de aceder a quantidades incomensuráveis de informação e a  comunicar instantaneamente com  grupos incrivelmente vastos. Falando na Internet, hoje em dia, temos de falar também na WEB 2.0, nomeadamente nas Redes Sociais que vão ganhado cada vez mais notoriedade. O potencial de intervenção cívica e política destas novas plataformas tornou-se incontornável a partir do momento em que no Egipto, através de um grupo de facebook, se conseguiu mobilizar a população de um país e mudar o sistema político vigente - mudar para uma proto-democracia. Ou seja, as TIC têm vindo, e vão continuar, a influenciar e a permitir aos cidadãos novos modos de exercerem a sua cidadania
Tendo em conta a realidade política nacional, o Partido Socialista ( PS) e o futuro da Corrente de Opinião Esquerda Socialista (COES) como entidade que pode e pretende revitalizar, dinamizar e recentrar o foco ideológico do PS, naquilo que se considera ser o Socialismo Democrático, as novas tecnologias terão de ser aliadas de peso.  Assim, as novas tecnologias, especialmente a Internet, têm de ser consideradas numa nova reorganização da COES, devendo ser estrategicamente utilizadas com o intuito de fazer crescer e reforçar a própria corrente, dentro e fora do PS, para o benefício e melhoria  do partido e, com isso, do próprio país.
Introduzidas as vantagens e oportunidades que as redes virtuais trarão à COES, há que aprofundar um pouco mais essas razões, definindo 3 grandes razões e justificações:
•    Primeiro, há que ter em conta as dificuldades de afirmação das correntes de opinião, sempre com dificuldades na sustentabilidade financeira de toda a logística relacionada com o seu próprio funcionamento. A aposta e utilização das TIC possibilitará a redução de custos logísticos, fomentando em tempo real o debate e troca de ideias, mas, acima de tudo, permitirá divulgar, em massa, o trabalho e objectivos da COES a um público-alvo muito vasto,  militantes e simpatizantes do PS. As fronteiras e distâncias pouco importam nestes modos. Se pensarmos e olharmos para as nossas próprias algibeiras, veremos que os smartfones com acesso à Internet são cada vez mais comuns e o seu potencial cívico/político ainda está muito aquém de ser aproveitado.
•    Segundo, analisando a própria nomenclatura das COES, o facto de ser uma corrente política interna de um grande partido, mas uma corrente que se quer livre e capaz de ter uma “Opinião”, obriga a apostar fortemente numa presença activa na Internet, de aproveitar todos os seus meios, os que existem actualmente e os que virão no futuro com o desenvolvimento de novas tecnologias, pois a WEB 2.O é ambiente contemporâneo de quase todas as opiniões. É indiscutível que o desenvolvimento da blogosfera e das redes sociais – uma parte importantíssima da WEB 2.0 -, que por serem gratuitas e de fácil utilização, permitem ao comum utilizador ter verdadeiramente uma opinião. Nos dias que correm qualquer cidadão, independentemente do seu capital financeiro ou social, bem ou mal, consegue fazer passar uma opinião, algo sem precedentes na nossa história. 
•    Terceiro, há que admitir, sem receios, que a COES, mesmo ao nível interno do próprio PS sofre de uma certa falta de divulgação e notoriedade, especialmente entre os mais jovens e entre os militantes e simpatizantes socialistas mais afastados da capital. A utilização das novas tecnologias será um modo de divulgação da corrente por meios inovadores a um novo público-alvo, que pode ser imenso. Esta opção pode até responder a várias necessidades e anseios de participação política e debate que existem no seio do partido, pois o próprio PS está também ainda por se desenvolver e aproveitar todas as potencialidades das tecnologias emergentes, especialmente para possibilitar o debate e intercâmbio de ideias. No fundo, as vontades de debater existem, somente têm faltado os meios - pelo menos até agora.
Com o surgimento de grandes bases de dados de imagens, músicas e vídeos de acesso livre na Internet, o acesso à informação passou dos limites do imaginário do passado. Nem os próprios Media tradicionais ficaram indiferentes – nem podiam sequer, pois corriam o risco de ficar obsoletos – a estas transformações, sendo os próprios a disponibilizar hoje muita da sua informação na WEB e a fomentar a cooperação e a interactividade com o comum cidadão opinante, aquele que tem o seu blogue e que participa nas redes sociais e nos fóruns de discussão.
Assim, pelo que conhecemos hoje, e pelo que virá num futuro - que apesar de se poder tentar vislumbrar jamais será certo e onde é difícil conjecturar - nem a COES nem qualquer instituição democrática, que defenda valores e conteúdos, pode ficar indiferente à WEB. Mais que isso, a COES tem de se fazer representar nela [WEB] com força e dinamismo pois, se assim não for, dificilmente poderá sair de uma posição pouco conhecida e não poderá crescer, de um modo sustentável, com uma grande participação de jovens. Isto para não falar das já referidas vantagens logísticas que permitem a aposta nas plataformas virtuais, independentemente da idade dos seus utilizadores. O termo virtual não pode ser visto como algo pejorativo, mas sim como uma verdadeira oportunidade para novas realidades!
Não podemos esquecer também que a Ciberdemocracia, que tudo tem que ver com o desenvolvimento da Internet, da WEB 2.0 - ou o que lhe quisermos chamar -, será seguramente, nem que seja parcialmente, uma realidade do futuro e que poderá ser o caminho para renovar o sistema e o paradigma da representação política rumo a uma democracia mais directa. Tal possibilidade pode ser também uma realidade e oportunidade para a COES.

Texto disponível no sitio da Internet da COES em: http://www.esquerda-socialista.org/?p=1375

terça-feira, 31 de maio de 2011

Uma lufada de ar fresco na campanha para as legislativas 2011 em Leiria

Vezes sem conta se diz que nas campanhas se faz de tudo menos política, que os ambientes de festa e festim acabam por esvaziar os conteúdos políticos e programáticos que deveriam nortear esses actos propagandísticos - aqui o termo no bom sentido. Mais grave que isso, muitas vezes nas campanhas o espaço dado aos cidadãos para que se façam ouvir e possam intervir, no sentido de se esclarecerem e influenciarem as políticas e candidatos, é quase inexistente
 Falando agora de um caso muito concreto, e muito local também, a Juventude Socialista da Concelhia de Leiria quis marcar, e marcou efectivamente, a diferença na sua cidade. Para tal, num conhecido bar local - no Alinhavar - a JS organizou um serão dedicado ao debate entre candidatos do PS pelo círculo eleitoral de Leiria e todos os cidadãos que se quiseram dirigir àquele bar e participar. A iniciativa teve por nome "Leiria Questiona, Leiria Responde - Deputados à Prova". A casa, neste caso o bar, esteve composta e as perguntas e respostas fluíram natural e livremente. Provavelmente não estiveram ainda mais pessoas porque era noite de "Liga dos Campeões", de festa no Castelo e de uma chuva que convidava a ficar em casa.

Mas será que muitos não compareceram também porque desconfiam de tudo o que esteja relacionado com política e partidos? É bem provável esta última opção, e é por ser uma possibilidade plausível que partidos e movimentos políticos devem parar para reflectir. Quanto a mim não devem parar de fazer iniciativas desta natureza, muito pelo contrário. Devem sim continuar a apostar nestes formatos. Devem continuar a ouvir e dar voz aos cidadãos. Devem demonstrar que cada opinião interessa, e que são as maiorias cívicas que importaram e devem orientar as políticas dos políticos, tendo, obviamente, sempre em conta as matrizes ideológicas de cada estrutura partidária.

Mas cabe também aos próprios cidadãos a responsabilidade, pelo menos se disso alguma vez foram informados, de concretizar esta nossa democracia, que se quer participativa, por todos os modos e meios que lhes são facultados.

(Notícia publicada no Diário de Leiria em 3 de Junho de 2011 e no Jornal de Leiria em 11 de Junho de 2011 )

Nota: o resumo das principais perguntas e respostas podem ser consultadas em http://js-concelhialeiria.org/index.php

domingo, 17 de abril de 2011

Uma visão pessoal sobre a participação no XVII congresso do Partido Socialista

A pedido de várias pessoas que souberam da minha participação no XVII Congresso do Partido Socialista, que decorreu nos passados dias 8,9 e 10 de Abril, em Matosinhos, venho deixar aqui algumas palavras sobre o que foi para mim esta nova experiência.
Começo por dizer que foi muito positiva a ida ao dito congresso, até porque foi a primeira vez que participei em tal evento e num encontro com tantos socialistas e de geografias tão distintas. A multidão socialista impressionou, tal como as legiões de jornalistas presentes e toda a sua parafernália de meios - na ânsia de uma boa reportagem ou filmagem. A actividade foi muita, dentro e fora do plenário.
 Mais do que um acontecimento para fazer votações, criaram-se as condições para conhecer e conversar com novos militantes, conhecer novos - ou pelo menos até então não tão conhecidos - militantes, tendências e correntes, opiniões e movimentos.

Com mais de 1700 delegados conjecturava-se um infindável rol de intervenções, e como a grande maioria dos delegados (97%) fora eleita pela lista do actual secretário geral não seria de esperar muitas vozes de divergência. Foram muitas as intervenções, umas melhores que outras. Umas mais ricas ou outras mais pobres e redundantes - mas mesmo com essas pode-se sempre aprender algo. Honestamente, e falo por mim, foi difícil ouvir com a devida atenção tantas e tantos camaradas de enfiada - a um determinado momento havia cerca de 150 inscrições! Esta incapacidade provavelmente é defeito meu, pois o que me desperta sempre mais interesse são os conteúdos e ideias e não as caras e dotes de oratória. Se soubesse à partida quais os assuntos tratados nas várias intervenções talvez fosse mais fácil redireccionar o foco e atenção, mas compreendo que isso seria de difícil execução e que até poderia, de algum modo, ser antidemocrático. Mesmo assim, preferia que tivesse sido dado prioridade à apresentação das várias moções sectoriais e só depois às intervenções em nome individual. Devido ao excesso de camaradas que queriam usar da palavra em seu nome pessoal - independentemente do seu intuito - as moções sectoriais acabaram por ficar para segundo plano... Fiquei com pena, pois era essa uma das minhas principais motivações - até porque algumas dessas moções eram muito interessantes. Espero que de futuro o modus operandi se possa readaptar no sentido de dar mais preponderâncias às moções sectoriais.

Das muitas intervenções que assisti, in loco ou via audiovisuais mais tecnológicos, destaco a da camarada Ana Gomes, pois, adoptando uma visão alargada da nossa realidade nacional, referiu aspectos positivos e negativos dos últimos anos de governação PS, salientando que devem continuar os bons exemplos e corrigir aprendendo com os maus - numa clara crítica construtiva e optimista de que é necessário melhorar sempre com humildade -, mas que, sem dúvida, o PS é a melhor opção de governação para o país. Não posso concordar mais com a nossa eurodeputada.

Na altura da votação de braço no ar posso dizer que me senti quase uma minúscula ilha num mar sereno e calmo. Apesar disso, quando a democracia reina e existe para dar variedade e diversidade de opções e ideias, o resultado é sempre enriquecedor. foi esse todo o propósito da minha participação neste processo de eleição e ida ao congresso. Prova de grande maturidade democrática foi o clima de fraternidade entre os delegados eleitos por Leiria, mesmo que nem todos tenham sido eleitos pela mesma lista. No fundo, somos todos camaradas por alguma razão - valores e matriz ideológica semelhante, tal como o no partilhar do mesmo objectivo final que é o bem comum.
 Não me posso esquecer também do convívio com os camaradas mais jovens da JS e da "Socialist Party", em que podemos lembrar que afinal de contas até era fim de semana e havia um sábado à noite pelo meio dos trabalhos.

Em suma, valeu a pena o pequeno investimentos de tempo e dinheiro que tive de fazer - pois estas coisas da política têm os seus custos - para ir a este XVII congresso nacional. Mais uma experiência, mais uma oportunidade de aprender e mais conhecer.

domingo, 24 de outubro de 2010

Sobre a corrupção e custos das campanhas eleitorais - intervenção no Congresso Distrital do PS Leiria

Gostaria de partilhar um excerto de um texto da autoria de Carlos Jalali – investigador que se tem dedicado a estudar os partidos políticos –, texto que integra a obra ” Corrupção e os Portugueses – Atitudes - Práticas – Valores” e que fala dos efeitos negativos da falta de participação política dos portugueses. 

“Por um lado, este afastamento leva a uma redução do número de militantes, reduzindo as receitas provindas dessa fonte. Por outro lado, aumenta os custos: os partidos não podem recorrer aos seus militantes para as suas campanhas, tendo de recorrer a outras e dispendiosas formas de campanha. Por outro lado, a consequente redução da identificação partidária obriga os partidos a competirem por um mercado eleitoral mais amplo, o que também obriga a maiores gastos.”
Penso que este texto é pertinente por nos permitir reflectir sobre as dificuldades e desafios com que se confrontam hoje os vários partidos políticos – sendo que o nosso não é excepção.
Saliento então a importância da necessidade do Partido Socialista se enriquecer com novos militantes – participativos e com ideias. Evitando que fiquemos dependentes do recurso a campanhas eleitorais cada vez mais dispendiosas devido à falta de mão-de-obra militante e do vazio ideológico.


Acabo a minha intervenção apenas com um exemplo prático de um sucesso em campanha que reforça a tese apresentada: falo do contributo da Juventude Socialista da Concelhia de Leiria para a campanha autárquica de 2009, tendo essa estrutura assegurado muito do trabalho de campanha – permitindo reduzir custos e levar a campanha a mais Leirienses devido à quantidade de militantes que se conseguiu mobilizar para esse efeito.

(texto proferido no congresso da Federação distrital de Leiria do Partido Socialista, excluindo saudações, exortações e agradecimentos)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Actividade da JS Concelhia de Leiria: Um sábado solidário

Gostaria só de divulgar, dado o cariz solidário, uma das mais recentes iniciativas da Juventude Socialista da Concelhia de Leiria:
No passado dia 16 de Janeiro de 2010, a Juventude Socialista da Concelhia de Leiria, como é seu hábito, fomentou e envolveu-se em mais duas iniciativas de consciencialização e solidariedade social. Depois ter levado a cabo uma campanha de recolha de material escolar entre os militantes do Partido e Juventude Socialista de Leiria, que decorreu durante o mês de Dezembro, procedeu à entrega dos bens recolhidos para o Internato Masculino de Leiria. Apesar do esforço e participação para angariar o máximo de bens e consumíveis escolares, nesta iniciativa foi apenas possível ajudar uma instituição. Conscientes das carências constantes desta e de outras instituições do concelho, a JS da concelhia de Leiria compromete-se, de agora em diante, a promover mais iniciativas desta natureza, de modo a contribuir para minimizar, na medida que nos for possível, necessidades e carências dos jovens menos privilegiados do concelho.
Nesse mesmo dia, atentos à iniciativa de angariação de dadores de medula óssea, realizada no campus 1 do IPL, o actual coordenador da JS da concelhia de Leiria apelou à participação dos seus camaradas nesta iniciativa. Foram várias as participações, através das quais pudemos contribuir para o crescimento dos números dos possíveis dadores de medula óssea.

(Texto enviado para o imprensa local mas sem publicação)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Noticia sobre a JS da concelhia de Leiria

Aqui fica o texto publicado no Diário de Leiria sobre as eleições da JS da concelhia de Leiria, havendo uma pequena referência ao trabalho desenvolvido sob a liderança do coordenador cessante (Pedro Silva). É referida também a grande vontade e determinação do actual coordenador (Ivo Patrício) para continuar do bom trabalho desenvolvido sob a anterior liderança

Saiu também um texto no Jornal de Leiria sobre o nosso comunicado, mas contem uma grande gralha, que espero ser rectificada numa próxima edição.
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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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