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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Uma Reportagem e uma Crónica no P3 do Público

Num determinado dia fui contactado para fazerem uma reportagem sobre o "Movimento ANTI-Corrupção" para o P3 - um projeto online associado ao jornal Público, criado e pensado por jovens jornalistas.
Penso que a reportagem ficou interessante, ainda que o título exagere um pouco o meu envolvimento nesta causa. Dedico especial atenção ao tema, mas, obviamente, não se vive e sobrevive só da cidadania - pelo menos eu não! Aqui fica o registo dessa reportagem, muito bem executada pela Mariana Correia Pinto: Micael Sousa faz do combate à corrupção um modo de vida
 A partir dessa reportagem, surgiu a oportunidade de ter no P3 uma crónica da minha autoria. Não  desperdicei a oportunidade - ainda que possa ter sido mal conseguida -, e lá escrevi algo inspirado pelos princípio que me levaram a cria o blogue A Busca pela Sabedoria - o meu primeiro blogue, dedicado á cultura geral. O texto em causa, com o título a dizer já muito, ficou assim arranjado: A Especialidade que leva à Ignorância Geral
Tudo isto pode ter sido, apenas e tão somente, mais uma redundância, ente tanas que vou (mal) escrevendo, mas não podia deixar de a registar aqui.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Do IGNITE Portugal para o IGNITE Leiria – Uma oportunidade cívica informal

Quando soube que o evento IGNITE se fazia já por Lisboa não pude deixar de querer participar nessa oportunidade única. Mais do que simplesmente partilhar algo que me parecia ser inovador, do ponto de vista social, vi também a oportunidade de ser inspirado e alargar horizontes pelas partilhas dos demais participantes. O IGNITE era uma verdadeira oportunidade de fazer cidadania ativa, pois, ao contrário de muitas outras conferências, a informalidade do evento permitia a qualquer pessoa os seus 5 minutos de atenção, minutos esses que posteriormente passariam a estar disponíveis no Youtube, em forma de vídeo devidamente editado, para todo o mundo poder ver e conhecer. Motivado pela possibilidade da partilha, inspirado pela causa que me parecia civicamente importante, tentei esquecer medos e faltas de à-vontade em falar em público. Esses receios tinham de ser secundarizados, todas essas inseguranças eram insignificantes perante o potencial do evento.


Alguns dias depois de submeter a candidatura para um “talk” – que é como quem diz uma “intervenção” - no 10º IGNITE Portugal, evento de 2011, recebi a confirmação que tinha sido aceite. O nervosismo cresceu e a angústia com ele: a responsabilidade e exposição da situação em causa seriam grandes. Tentando não pensar muito nisso, lá fiz a minha apresentação de 20 slides para passarem automaticamente nos 5 minutos que dispunha, o tempo que todos os oradores teriam (nem mais nem menos). No dia em causa, sempre nervoso, lá fui rumo a Lisboa. No evento, a informalidade e ambiente otimista, divertido e descontraído, repleto de mentes abertas, permitiu facilmente conhecer muitas pessoas, os seus projetos e ideias. À medida que o tempo de fazer o “talk” se aproximava crescia também em mim a ansiedade. Lembro-me de, imediatamente antes de subir ao palco, as minhas mãos gelarem, que o diga a minha esposa. Apesar disso subi para as paletes, pois o palco era mesmo feito de paletes - um sinal de informalidade e irreverência. Fiz o meu ”talk”, transparecendo grande nervosismo. Lá tentei apresentar, na essência, as prerrogativas daquilo a que me propunha: a possibilidade de combater a corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação. Com sucesso ou não, fiquei de consciência tranquila! O exercício da participação cívica, ainda que informalmente, é sempre gratificante! Todos deveriam experimentar!
Descido da palete, aliviado e de missão cumprida, senti que um IGNITE em Leiria fazia também todo o sentido. Mais pessoas por Leiria partilhavam da mesma ideia, ou ainda mais, e queriam concretizar o acender de consciências e o libertar novas ideias na cidade do Lis. Assim, duas associações que marcam a vida cívica e cultural de Leiria abraçaram e assumiram esse desafio: a Associação Fazer Avançar e a Célula & Membrana - Associação/a9)))). Então, com o primeiro IGNITE Leiria (o 23º Nacional), a realizar dia 19 de Maio de 2012 no mi|mo, haverá por Leiria, ao jeito de cada um e cada uma, a oportunidade de fazer intervenção e partilha cívica, quer seja falando de cima da palete quer em discurso direto nas conversas informais e animadas, sempre associadas a estes eventos!


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O primeiro livro, a primeira participação enquanto autor

Não posso deixar de assinalar e registar o momento em que fui, pela primeira vez, participante como autor numa publicação de um livro em papel. Não se trata de nenhum romance, de numa ficção nem sequer de nenhuma publicação técnica ligada às minhas áreas de formação, nem mesmo algo de tendência política. Então que mais restaria ou poderia ser? Bem, a resposta é simples para quem me conheça e saiba por que causas que me tenho batido ultimamente. Sim, o livro no qual fui um dos muitos autores vem a propósito do Movimento Anti-Corrupção. Mesmo sendo uma surpresa, mais surpreendente e a publicação nem sequer ser portuguesa - que por si só é curioso e resultou de um desenrolar de acontecimentos ainda menos previsíveis.


Lá para o início do ano, para grande, mas mesmo grande, surpresa o blogue do Movimento Anti-Corrupção foi seleccionado pelo concurso internacional de blogues The BOBs do jornal alemão The Deutsche Welle para a final na categoria de "melhor campanha de activismo social", tendo sido o único nomeado português. A propósito dessa nomeação saiu uma pequena notícia no El País sobre os nomeados, sendo que incluíram o blogue do Movimento. Foi provavelmente devido a essa publicação que a ONG sediada em Madrid Cibervoluntários teve conhecimento do Movimento Anti-Corrupção, de como esse movimento pretendia reforçar e capacitar os cidadãos, através da informação e cidadania para o reforço ético e transparência, de modo a combater a corrupção. A ONG convidou-me, enquanto criador do Movimento, a fazer um texto com cerca de 12.000 caracteres sobre o potencial das TIC na capacitação dos cidadãos, e de como isso poderia ser utilizado para combater a corrupção. Assim, foi criado o texto "As Tecnologias de Informação e Comunicação no Combate à Corrupção por parte dos Cidadãos" especificamente para  a publicação anual, na forma de livro e pdf, intitulada "Innovación para el empoderamiento CIUDADANO a través de las TIC". Esta edição, que conta com textos de autores de vários países que escrevem em várias línguas - espanhol, inglês e, no meu caso, em português - encontra-se disponível para download gratuito no site da ONG em: http://www.empodera.org/pdf/libro.pdf.

Não posso esconder que ver o livro e o texto (a partir da página 145) em papel ao vivo me deixou muito contente, pois, mesmo sendo responsável por uma pequena parte desta publicação, nunca pensei sequer escrever uma frase para um livro.

domingo, 3 de julho de 2011

Reforçar a cidadania para combater a corrupção

Estas eleições fazem sen­tido?” Per­gun­tas como esta asso­lam a grande maio­ria dos cidadãos, o que me parece pos­i­tivo, pois sig­nifica que a cidada­nia (pen­sante) não mor­reu, e que até parece renascer depois de anos de aparente indifer­ença e apa­tia pelas “coisas públi­cas”. Parece que final­mente os por­tugue­ses, em jeito de epi­fa­nia colec­tiva, estão a perce­ber que ao se excluírem da vida política, e do exer­cí­cio de uma cidada­nia mais activa, nada gan­ham. Aliás, só per­dem, a todos os níveis! Se erros de gov­er­nação acon­te­ce­ram, em certa medida, a culpa tam­bém foi dos cidadãos que não têm cumprido o seu papel de fis­cal­iza­ção e sus­ci­tação através da sua participação.

Platão, por mais crit­i­cado ou refu­tado que possa ser, rev­elou uma con­statação intem­po­ral, que diz mais ou menos isto: quem se exclui da par­tic­i­pação política arrisca-se a ser gov­er­nado pelos seus infe­ri­ores. Foram os gre­gos anti­gos os cri­adores da palavra “Idiotes” – ou seja “idiota” –, que sig­nifi­cava “homem pri­vado” e servia para adjec­ti­var aque­les que, por falta de von­tade e/ou capaci­dades, não se envolviam ou par­tic­i­pavam politi­ca­mente no gov­erno da sua polis (sociedade).

A falta de par­tic­i­pação dos por­tugue­ses na vida política nacional é bem evi­dente, basta aten­tar ao número de mil­i­tantes activos nos vários par­tidos e movi­men­tos políti­cos, já para não falar na dimin­uta par­tic­i­pação dos cidadãos em assem­bleias munic­i­pais e de fregue­sia. Estes vazios con­tribuem para per­pet­uar e desen­volver a cor­rupção! A relação entre aumento da cor­rupção e escassez de mil­i­tantes nos par­tidos é sim­ples de perce­ber, porque fal­tando mão-de-obra para dis­cu­tir, definir, plan­ear e imple­men­tar pro­gra­mas eleitorais e respec­ti­vas cam­pan­has, os par­tidos ficam reféns da aquisição de bens e serviços, obri­g­ando a uma muito maior movi­men­tação de din­heiros e, como poucos gerem muito, fomenta-se a cor­rupção. Por isso, mais e mel­hores mil­i­tantes, sim­pa­ti­zantes e cidadãos envolvi­dos nas cam­pan­has eleitorais só poderá ser pos­i­tivo. Já nas assem­bleias do poder local, quan­tos mais cidadãos com olhos e ouvi­dos, para fis­calizar e avaliar, e vozes, para recla­mar e pro­por, melhor!

Como falei em cor­rupção, não posso deixar de reflec­tir sobre os vários pro­gra­mas eleitorais, dos vários par­tidos. De um modo geral todos colo­cam nas suas intenções de gov­er­nação medi­das de com­bate à cor­rupção. Nes­sas intenções foca-se, essen­cial­mente, como for­mas de com­bate à cor­rupção, a neces­si­dade de leg­is­lar para penalizar – e ainda bem, pois tal é incon­tornável. Fala-se tam­bém em pre­venção, mas ape­nas via leg­is­lação, por exem­plo, em con­tro­los bancários e na mudança de pro­ced­i­men­tos e modus operandi das insti­tu­ições públi­cas – medi­das imper­a­ti­vas, até porque sem aumen­tar a transparên­cia não se pode reduzir a cor­rupção. Mas pre­venção é tam­bém con­scien­cializar para os male­fí­cios da corrupção.

A cor­rupção em Por­tu­gal é um fenó­meno cul­tural e trans­ver­sal a toda a sociedade. Assim, é urgente começar a con­scien­cializar pela edu­cação e infor­mação, pela trans­mis­são e mudança de val­ores, como modo de pre­venção. No pas­sado recente algo provou que esta estraté­gia é real­izável, basta ver quanto se mudou na per­cepção e cuidado para com a causa ambi­en­tal – a reci­clagem é hoje uma real­i­dade. Usar a mesma estraté­gia para con­scien­cializar para os male­fí­cios da cor­rupção será difí­cil e moroso, mas quanto mais tarde se começar pior. Espero que de futuro, para além de se con­cretizar o que se propõe, se possa con­sid­erar este e out­ros modos alter­na­tivos e ino­vadores de com­bate à corrupção

terça-feira, 12 de abril de 2011

É uma honra sair perdedor perante um vencedor desta importância no The BOBs

Foi com alguma surpresa que vi o blogue do Movimento Anti-Corrupção ser um dos nomeados pelo The BOBs para o seu concurso internacional de blogues na categoria de "Melhor campanha de Activismo Social". Algo mesmo muito curioso pois os Media nacionais nunca tinham dado, até à data, qualquer relevância ao movimento em causa. Felizmente as ideias e mensagens do Movimento Anti-Corrupção vão começando a chegar às pessoas, formalmente através de alguns Media (semanário Sol, portal do Sapo, Região de Leria, foram alguns dos que o fizeram até ao momento deste texto) e mais informalmente através das redes sociais, blogues, e afins.

Hoje, depois de ontem terem fechado as votações e sido conhecidos os vencedores pelos utilizadores (o blogue do movimento foi o 6 mais votado em 11 blogues a concurso), foi a vez do júri do concurso revelar a sua escolha. Obviamente não esperava a vitória, até porque os concorrentes eram de peso e tinham muito mais notoriedade e relevo que o pequeno e pouco conhecido "Movimento Anti-Corrupção". O justo vencedor foi o grupo de Facebook que contribuiu para fazer a revolução ruma à implantação da democracia no Egipto. O mínimo que posso dizer é que é uma honra ser um derrotado face a tal iniciativa!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

10ºIgnite Portugal - uma experiência por uma causa nobre e para recordar

Depois de ter feito um texto mais formal, para o blogue Movimento ANTI-Corrupção, de como foi a participação no 10º IGNITE PORTUGAL no passado dia 12 de Fevereiro em Lisboa, não posso evitar transmitir e deixar aqui um registo mais emotivo e pessoal.
Confesso que me inscrevi para "speaker" no evento, a convite do João Nogueira Santos, com algum receio. Mas, ao mesmo tempo, também com entusiasmo e vontade de experimentar esta nova prova, até porque o faria em nome de uma causa que me parece nobre, importante e merecedora de me sujeitar a este tipo de exposição e stress - a necessidade de apelar ao combate, com todos os meios, especialmente os mais alternativos, à corrupção em Portugal. Primeiro não foi muito fácil sintetizar a informação relativa ao Movimento ANTI-Corrupção e à Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação  em apenas 20 slides de Powerpoint, e muito menos quando esses mesmo slides deveriam passar automaticamente de 15 em 15 segundos, perfazendo um total de 5 minutos de intervenção. Por isso, tive de resumir e comprimir, descodificar e simplificar a mensagem que tem sido trabalhada nos últimos meses acerca destas iniciativas. Limitei-me a: referir alguns dados estatísticos e opiniões de especialistas sobre o tema da corrupção em Portugal; transparecer algumas possíveis explicações para a existência de corrupção em Portugal e de algumas possíveis soluções para o problema; focar a necessidade de combater a corrupção através da educação e da informação;  apresentar a Petição e o próprio Movimento; apelar à consciencialização, para que cada um pense nestes problemas e analise o seu papel - directa e indirecta - na manutenção e persistência da corrupção no nosso país.

Tendo feito a viagem cheguei ao local, almocei com amigos que me acompanharam até ao local do evento - LxFactory. O ambiente onde aconteceu o 10ºIGNITE foi perfeito, era um ambiente descontraído, até quase mesmo "underground". Era a moldura ideal para um dia dedicado à transmissão de ideias inovadoras, capazes de provocar uma ignição intelectual!
Logo na entrada pudemos escolher autocolantes, com diferentes opções de moldura que indicavam as nossas motivações para o evento (algumas opções eram: estou aqui para aprender; estou aqui para inspirar; estou aqui pela cerveja; etc.) e serviam para nos identificar. Uma das regras era tratar todos os participantes por "Tu", independentemente de quem fossem. Havia, no interior do antigo armazém industrial onde se davam as apresentações, que iam acontecendo em painéis temáticos, bancos e bancadas para todos. Os moderadores animavam e ajudavam à festa, o formalismo era coisa a reprimir e os comentários bem-humorados imperavam. As apresentações davam-se em cima de pelo menos duas paletes. Para além das paletes e das centenas de olhos curiosos que fitavam todos os oradores, ou neste caso "speakers", havia um computador e um microfone! Ao fundo da sala todos os "speakers" eram filmados por câmaras dispostas para o efeito e desenhados em forma de cartoon por uma casal de artistas. Durante os intervalos, que aqui eram chamados de "beer-breaks", até porque havia mesmo cerveja disponível para matar a sede, entre outras bebidas, actuavam também músicos e os participantes enveredavam pelo debate informal enquanto bebiam aquilo que mais lhes apetecia. Havia bancas com livros e outros afins.
Toda esta agitação fez o tempo avançar até que chegou a minha vez. Antes de mim falou o João Nogueira Santos sobre a necessidade e importância da participação dos cidadãos participarem nos partidos para melhorar o estado da política e consequentemente do nação, pois era o primeiro orador e cabeça de cartaz do painel de cidadania onde se inseriria a minha intervenção. Tenho de agradecer novamente ao João porque me facilitou  a vida apresentando informalmente, na sua intervenção, o Movimento ANTI-Corrupção.  Quando me levantei e comecei a dirigir ao centro dos focos tinha as mãos geladas. Só aqueceram quando o Miguel Munoz Duarte - organizador e cérebro por de trás do IGNITE em Portugal -, em toda a sua simpatia e boa-disposição, me chamou ao palco, aliás, às paletes. Desejou-me sorte, pois sabia do meu nervosismo, ao que eu lhe respondi - "não estou habituado a estes palcos" -, numa resposta que tentava demonstrar um desajeitado bom humor que alinhava com o dele que era bem mais natural.
Lá fiz a coisa, penso que até nem me engasguei nem hesitei, a voz saiu o melhor possível, apesar da sua fraca qualidade e sonoridade limitada por uma biologia muito própria que é a minha.
O estado de excitação com que acabei, apesar de se calhar nem aparentar, nem me permitiu avaliar os aplausos, se de concordância se de simpatia. Mas pronto, intervenção terminada, missão cumprida!
Agradeci aos amigos que me elogiaram, seguramente muito mais por simpatia do que por outra razão qualquer, e tentei relaxar e aproveitar o resto do evento. Depois do final do último painel temático fomos todos jantar e continuar com a tertúlia volante.
Agradecimento especial pelo cartoon ao Daniel e Carla
Troquei mais umas quantas conversas, tirei uma fotografia ao cartoon que me tinham feito e assisti à prestação, ao estilo de "stand up comedy", de um talentoso humorista que resumiu todo o evento nuns quantos minutos. Com as palavras finais do Miguel, acabou, pelo menos para mim, o 10º IGNITE PORTUGAL.

P.S.: Agradecimento especial à Susana e aos amigos que me acompanharam nesta aventura, à Patrícia, ao Rui, à Tina e ao Bruno.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Carta aberta aos candidatos à Presidência da República

Exmo. Sr. Candidato à Presidência da República

Chegou a altura de enfrentar, debater, e procurar soluções para os preocupantes níveis de corrupção que se sentem e registam em Portugal. A corrupção pelo nosso país é já endémica: é transversal a toda a sociedade e, mais preocupante ainda, é quase um fenómeno cultural, um modo de viver e dos indivíduos se expressarem socialmente. Por isso, está na altura de passar das palavras às acções e de se tomarem medidas concretas de combate à corrupção, exigindo-se ao poder político que estude e crie medidas de combate eficazes.

Em Outubro de 2010 foi lançada uma petição online intitulada «Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação». Assim, em nome dos cidadãos que têm apoiado esta iniciativa e como promotor da mesma, venho por este meio apresenta-la, dando-a a conhecer aos candidatos às eleições Presidenciais de 2011, de modo a que a possam conhecer e integrar o tema na agenda política.
Está na altura de se assumir e combater com energia e convicção a corrupção – a pequena e a grande – através da educação, transparência, fiscalização e de uma justiça célere, eficaz e capaz de actuar perante este tipo de casos.
Esta petição centra-se na necessidade de combater o problema da corrupção através da informação, sensibilização, prevenção e educação, do despertar da consciência ética dos portugueses, não porque seja esta a única via para a combater, mas porque é aquela que parece ter sido esquecida e que permitirá uma verdadeira mudança de atitudes. As propostas contidas na petição visam três grupos alvo (de modo a tentar abranger toda a sociedade portuguesa), sendo que para cada um deles se apresentam propostas base orientativas e de cariz generalista, que se pretende que seja posteriormente contextualizadas, discutidas e analisadas tecnicamente. Os três grupos em causa, nos quais se pretende intervir através da informação e consciencialização, são: estudantes que frequentem a escolaridade obrigatória; estudantes do ensino superior; e, população em geral.
Assim, considerando a figura do Presidente da República, que deve ser supra-partidária e conciliadora, ninguém seria mais adequado para trazer este assunto para a discussão pública e para despertar as várias forças políticas, tal como toda a sociedade civil, para a necessidade de combater este flagelo nacional que é a corrupção.

Então, para conhecimento de todas as candidaturas à Presidência da República, a morada onde está alojada a petição «Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação» é a seguinte:  http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3298).

Grato pela atenção dispensada, um sincero obrigado em nome das gerações futuras!
Os melhores cumprimentos

Micael Sousa

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação

Hoje foi lançada a petição «Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação». Aproveito aqui o blogue para divulgar esta petição e para que possa chegar a mais alguns cidadãos. 
Agradeço a todos os que a leram e mais ainda aos que a pretende assinar e divulgar. 
Espero que com esta iniciativa possamos todos contribuir para fazer diminuir o flagelo social que é a corrupção no nosso país.

Obrigado a todos!
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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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