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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Livros de bolso em Paris

Volto de novo a falar de Paris, cidade que, quanto mais conheço, mais inesgotável me parece ser nas suas várias vertentes. Desta vez falo, indirectamente, do metro, também ele imenso e composto de estações surpreendentes. Mas não é obviamente a dimensão e a própria estrutura e funcionamento do metro que pretendo identificar como algo que se pudesse aplicar à nossa terra. O que me parece relevante a aprender com o modo como os parisienses usam o seu metro passa pela gestão pessoal dos “tempos mortos”.
É muito comum, quando viajamos nas composições ou enquanto esperamos pelo comboio, assistirmos ao sacar de livros de bolso por parte dos passageiros. Parece que a grande maioria das pessoas leva, num dos seus bolsos, um livro, independentemente do crescente uso dos smartphones, com acesso contínuo à internet e quem sabe a e-books.
Tentei perceber então porque era tão comum aquele fenómeno. Curiosamente até parecem ser mais os leitores de livros que de jornais. Curioso, especialmente porque se compra e lê um jornal com mais leveza e facilidade – no bom sentido dos termos, é claro. Já um livro exige, no mínimo, uma pequena vontade planeada de iniciar e continuar uma determinada leitura.
Então descobri que existem praticamente versões de todos os livros em formato bolso, e a preços muito interessantes - cerca de metade ou menos do valor do livro em formato padrão. Assim, não é só a vontade natural e o gosto de querer ler dos parisienses, mas também a própria indústria editorial e cultural que está preparada e direccionada para oferecer livros aos consumidores, que lhes permite aproveitar os “momentos mortos”, lendo em qualquer local.
Por cá, sempre que estivéssemos numa sala de espera ou num transporte público, se tivéssemos os mesmos hábitos e opções, talvez fosse mais fácil suportar os tempos de espera, aproveitando para nos enriquecermos com o que é mais valioso – a cultura.
 
Nota: Texto criado para a rúbrica "Viagens (fora) da minha terra", do Jornal de Leiria

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Então não é que o meu livro "Contemporaneidades" já se vendeu numa livraria!

Quando deixei alguns exemplares do meu livro "Contemporaneidades - Poesia e Pintura de Micael Sousa" admito que pensei que nunca mais ter notícias deles. Então esta semana fui surpreendido. Os exemplares que deixei na livraria "Letras e Livros" em Leiria foram vendidos! Tive até de ir deixar lá mais.
Fotografia por: Liliana Gonçalves
Como autor amador que nunca tinha vendido livros a desconhecidos numa livraria este acontecimento importante apenas para mim deixa-me a fantasiar e especular. O que levará alguém a comprar um livro de um autor praticamente desconhecido e que faz o seu primeiro livros? Os livros de poesia amadora vendem? Será que ter ilustrações ajudou? Caso o livro seja mesmo lido, o que sentimentos e reações terá em quem leu? Seria alguém que me conhecia e comprou apenas por simpatia e curiosidade?
Porvavelmente nunca saberei a resposta a estas questões. E acabo este pensamento redundante com outra questão: será que queria mesmo saber as respostas às anteriores questões, pois não será muito mais interessante ficar nesta ignorância especulativa?

 

domingo, 6 de outubro de 2013

O meu livro à venda numa montra de livraria

Confesso que nunca esperei ser autor de um livro, e ainda menos que estivesse na montra de uma livraria, ainda por cima uma, que na minha opinião, é das melhores em Leiria. Quando passo pela dita livraria - Letras & Livros -, que fica muito perto dos meus percursos pedestres diários, o sentimento é de estranheza quando olho para aquele pequeno livro negro - CONTEMPORANEIDADES - Poesia e Pintura de Micael Sousa - ali exposto. É um pedaço de mim que está ali exposto! O mesmo é dizer que não me considero digno de tal honra, mas que quero fazer por a merecer, ensaiando mais trabalho e tentando melhorar - até por que há mesmo muito a melhorar.

Como isto é uma verdadeira redundância, com importância apenas para mim, não podia deixar de registar aqui este momento de vida - sem esperar que este registo tenha muitos leitores, obviamente.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Participação na V Antologia de Poetas Lusófonos

Para grande pena minha não pude participar na sessão de apresentação da V Antologia de Poetas Lusófonos, mas hoje finalmente consegui ter nas mãos as duas obras que me cabiam. Os dois poemas da minha participação - "Viver na Quente Incerteza" e "Que Solidariedade" - resultaram no direito a ter dois exemplares que irão ocupar um lugar de carinho na minha biblioteca. Registo esta redundância pela curiosidade desta coincidência de sair esta participação nesta antologia poética ao mesmo tempo que apresentei um outro livro de poesia - CONTEMPORANEIDADES. Qualquer dia ainda alguém pensa que sou um poeta...


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

As estimativas dos especialistas financeiros valem zero?!

Estava eu a ler um livro de psicologia social - Pensar, Depressa e Devagar - quando leio o seguinte excerto, acerca dos erros ( resultando do excesso de confiança e e outras razões e impossibilidades resultantes dos processos cognitivos e relacionais sociais) em previsões financeiras:

"Durante alguns anos, houve professores da Universidade de Duke que dirigiram um inquérito em que os principais funcionários financeiros de grandes corporações estimavam os lucros do índice da Standar & Poor´s para o ano seguinte. Os académicos de Duke coligiram 11.600 dessas previsões e examinaram a sua precisão. A conclusão foi linear: os funcionários financeiros das grandes corporações não faziam a mínima ideia acerca do futuro a curto prazo do mercado de acções; a correlação entre as suas estimativas e o verdadeiro valor, era ligeiramente inferior a zero! Quando diziam que o mercado desceria, era ligeiramente provável que subisse. Estas descobertas não são surpreendentes. As verdadeiras más notícias são que os administradores-executivos não pareciam saber que as suas previsões eram desprovidas de valor.





Penso que com este excerto podemos concluir, à partida, algumas coisas, e começar por desmontar certas ideias pré-concebidas sobre mercados e economias.
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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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