sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Madeira – um mau exemplo de autonomia e responsabilidade

Se a Madeira a muitos de nós [continentais] passava, mais ou menos, despercebida e muitas vezes só pensávamos nela como um destino interno turístico, isso agora mudou. Se víamos o Presidente do Governo Regional da Madeira como um político e líder caricato, irreverente e estranho (tendo em conta a realidade política nacional), isso hoje também mudou. Não há hoje português - continental ou insular - que veja a Madeira e o seu Governo Regional da mesma maneira. A preocupação, desconforto e revolta instalaram-se nos portugueses…
Se andávamos preocupados com as nossas finanças públicas e se a desconfiança, por parte dos cidadãos, pesava cada vez mais sobre os nossos governantes, que pensar agora? Como poderemos confiar em alguém? Aliás, será que confiar é o tipo de sentimento que os cidadãos devem ter perante os seus políticos? Sim, penso que isso deveria acontecer, mas só se os próprios cidadãos começarem a assumir mais o seu próprio papel de intervenção política, aquele que se supõe que tenham numa democracia participativa como a nossa. Ou seja, temos de participar mais politicamente para mais exigir dos nossos políticos! Importava passar a tratar a classe política pela primeira pessoa e não pela terceira, deveria haver de facto uma revolução cívica de participação política: passar do "eles" para o "nós". Se não confiarmos em nós, em quem mais confiaremos? Confiando ou não, pelo menos seriamos sempre responsáveis e responsabilizados pelo que fizéssemos politicamente.
Voltando ao caso da Madeira e à sua autonomia especial. Do dito arquipélago foi-nos dado mais um mau exemplo político e cívico: autonomia na irresponsabilidade de fazer despesa e dependência no assumir dos encargos. Não há democracia que resista a cidadãos que usem a sua liberdade para a irresponsabilidade, esperando que outros assumam o resultado dos seus actos. Pior ainda é quando os cidadãos com responsabilidades políticas fazem o mesmo em nome de todos os outros. Mas aqui o problema é de base e relaciona-se com a ética. Poderão todos os cidadãos, especialmente os que reclamam a mais alta voz, dizer que têm exercido a sua cidadania de um modo pleno para que nenhuma culpa lhes seja também atribuída?
Independentemente disso, e porque ainda há cidadania responsável em Portugal, poderiam os cidadãos íntegros exigir ao Governo Regional da Madeira viagens em pensão completa de modo a poderem usufruir de todo o investimento que agora terão de suportar?
Só espero que um dia os cidadãos dos outros Estados-membros da União Europeia não tenham a mesma ideia e exijam o mesmo aos portugueses do continente

(Texto publicado no Diário de Leiria em 27 de Setembro de 2011)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A ciência a evoluir e Einstein em causa

Foi ontem que se anunciou uma notícia capaz de mudar a ciência e o mundo. Cientistas do CERN, depois de uma experiência, constataram que um raio de neutrinos percorreu uma determinada distância mais rápido que um raio de luz (percorreu 730 Km 1 nanossegundo mais rápido). Isto pode parecer uma coisa irrelevante, especialmente se contarmos que a ciência tem conseguido fazer sempre mais, melhor, mais rápido do que as suas próprias realizações anteriores. No entanto, existir algo mais rápido que a luz deita por terra a Teoria da Relatividade, que, de um modo simplificado, declara que o limite de velocidade a que se pode viajar é o da velocidade da própria luz.
 As implicações para o futuro podem ser muitas. Para já, este facto, salienta a capacidade da ciência se auto-questionar e reformular perante novos conhecimentos. Na ciência não há, ou não deveria haver, dogmas, nem que o nome de Einstein esteja em causa!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E os burros ficam para trás?


"Quem muitos burros toca, algum fica para trás!"


Este ditado popular até pode ser verdadeiro, mas nem todos os burros precisam de arrancar,  e chegar ao mesmo tempo, não levam a mesma carga e nem sequer têm a mesma importância. No fundo é tudo uma questão de eficiência e gestão da burrice!

Distúrbios em Inglaterra - O pior da Direita, da Esquerda e da Cultura Pop

Chocaram as imagens e sons que chegaram de Inglaterra. Há medida que mais se vai conhecendo e sabendo sobre os distúrbios pela britânica ilha, a preocupação não pode deixar de nos assaltar. Se isto foi possível num pais que passa as imagens do civismo e tolerância, que extrapolações e comparações poderemos fazer para o nosso?
De um modo muito genérico, de imediato diria que presenciamos, ao nível governativo, exemplos do pior das duas grandes ideologias políticas (Esquerda e de Direita) em simultâneo, apesar de em áreas diferentes. O pior da Esquerda no que toca à segurança, pela incapacidade de responder e actuar de imediato no terreno para garantir a segurança; tendencialmente a Esquerda – e bem a meu ver – tende a apostar na prevenção e intervenção para minimização da pobreza, da exclusão social e consequentemente do crime; no entanto, quando as coisas se descontrolam, como foi o caso, tem de haver capacidade de resposta. O Pior da Direita relaciono com a desvalorização da intervenção social; os cortes nos meios de acção social local que garantiam o estabilizar de comunidades e grupos tendencialmente problemáticos potenciaram o caos registado.
Ainda de um ponto de vista político/ideológico, foram os próprios conceitos de liberdade e tolerância que ficaram em causa. Basta notar que, associados aos movimentos de residentes e proprietários que se formaram para proteger os seus bairros e bens, obrigados a isso devido à inacção policial, grupos da “extrema-direita” não democrática aproveitaram de imediato o caos para difundirem as suas ideologias de intolerância e violência.

Mas existe uma perspectiva cultural, talvez essa sim a própria génese do problema e aquela sobre a qual, enquanto sociedade, nos devíamos debruçar. Não falo das minorias étnicas ou religiosas, não! Falo da cultura Pop disseminada nos países ocidentais (incluindo Portugal) desde há uns anos para cá: tem sido habitual, artistas, criadores e “fazedores de opinião” (opinion makers) populares entre os mais jovens, elevarem ao estado de “modelo e conduta a seguir” o "herói bandido” - aquele que recorre a todos os meios para ter aquilo que quer, independentemente disso violar códigos de conduta, a sã convivência e respeito pela liberdade e direitos alheios e colectivos. Mais cedo ou mais tarde os reflexos dos valores culturais, continuamente disseminados, teriam de se manifestar – o efeito só poderia ser incompreensível e explosivo. Parece-me que a ignição começou devido às causas justas de alguns - os verdadeiramente pobres e marginalizados -, mas também às injustas de outros: o continuar da cultura recebida agora manifestada em actos físicos nas ruas; o simples facto de querer ter o que não se pode;  e, como alguns dizem, porque até nem tinham nada para fazer (férias e pausa do campeonato de futebol) - o que é no mínimo triste e revoltante! 

Para além dos problemas apontados, então e soluções? Apronto duas possíveis: meios e modos de garantir a lei e a justiça, sem atropelos às liberdades individuais e colectivas; e uma forte capacidade de transmitir valores e educar cidadãos (formal e informalmente), para que eles próprios possam saber de facto que liberdade não existe sem responsabilidade.

Texto publicado no Diário de Leiria em 18 de Agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Fazer do "mau tempo" um "bom tempo" para a cultura

Há muito que não se via um Agosto assim, aliás, eu nunca vi no oitavo dos meses - o mês do imperador augusto, o magnífico - um tão envergonhado sol, estranhamente longe. Pode-se dizer, lembrando o imperador que deu nome ao mês, que de magnifico o tempo pouco tem tido, especialmente para quem está de férias e contava regalar-se com o sol, e desse modo vestir um tão apreciado bronzeado.
Mas será que o Verão não poderá servir também para outras vestimentas para além do bronzeado? Pode sim! Pode servir para vestir a alma!, mesmo que os corpos exibam menos roupa.
Com o tempo arruinado para praias e afins, há que encontram ocupação. Pela cidade de Leiria a escolha parece ser o shopping e o comercio do centro da cidade - a crise do sol eclipsa a crise do comercio, pelo menos em número de pessoas que desfilam frente às montras. No entanto, as lojas estão abertas todo o ano e com horários cada vez mais extensos - para o bem e para o mal -, sinal dos tempos que permite compatibilizar o saciar das nossas necessidades - reais ou não - de consumo com o ritmo da vida laboral. Por outro lado, museus e espaços culturais nem sempre estão "abertos" quando os queremos ou podemos visitar, especialmente se isso for durante as rotinas de trabalho. Nem sempre é fácil visitar espaços que fecham antes de sairmos do nosso emprego, que não abrem durante a hora de almoço ou que trancam portas aos fins de semana. Apesar disso, temos de reconhecer que os recursos são limitados e que  nem sempre é fácil ter todos os espaços abertos nas horas mais convenientes para todos os utentes. Lentamente, para usufruto de todos nós isso acabará eventualmente por ir mudando, tal como se passou já por outras paragens.
Pessoalmente, aproveitando o "mau tempo", aconselho uma visita cultural a Leiria, ao seu concelho para começar. Não quero, deste modo, dizer que o mau tempo é a única justificação para fazer visitas culturais, muito pelo contrário, mas Verão e Agosto costumam "rimar" com praia e banhos.
Assim, há que aproveitar a oportunidade para visitar: o Castelo e o MIMO; os vários edifícios religiosos; o urbanismo e arquitectura da zona histórica e rossio da cidade; as exposições temporárias do Banco de Portugal; o Moinho de Papel; o Museu Escolar; o Lapedo; a Casa Museu João Soares; etc. Mas como Leiria é mais que o seu concelho, é também todo o seu distrito que  convida a um diversificado roteiro turístico, com uma grande oferta: cultural; ambiental/ paisagística; gastronómica; etc.
Se o tempo é incerto, podemos fazer disso uma oportunidade inovando. Podemos aproveitar para sair na nossa terra, para conhecer a nossa cultura e património, para conversar e ouvir as nossas gentes, para apreciar o que se faz nas artes e espectáculos, para descobrir os nossos produtos e paisagens.
Há que fazer do "mau tempo" um "bom tempo", de oportunidades, para umas férias com cultura.

Texto publicado no Diário de Leiria em 17 de Agosto de 2011 e no Jornal de Leiria em 18 de Agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A visita do Papa a Espanha e o povo oprimido do Vaticano

O Papa visita uma Espanha tumultuosa por causa da sua própria visita. Muitos manifestaram-se contra a vinda do Papa e os custos que isso teria para o Estado Espanhol. Bem, de facto o Papa é um Chefe de Estado (para além de líder religioso) e não se notam este tipo de protestos quando são outros líderes e representantes de nações a visitar os nossos vizinhos. Mas há algo que se deve notar, o Papa é de facto um Chefe de Estado mas o seu Estado é o único não democrático da Europa Ocidental

Isto até  pode levantar outras questões: será que os USA tentarão libertar o povo do Vaticano?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O primeiro livro, a primeira participação enquanto autor

Não posso deixar de assinalar e registar o momento em que fui, pela primeira vez, participante como autor numa publicação de um livro em papel. Não se trata de nenhum romance, de numa ficção nem sequer de nenhuma publicação técnica ligada às minhas áreas de formação, nem mesmo algo de tendência política. Então que mais restaria ou poderia ser? Bem, a resposta é simples para quem me conheça e saiba por que causas que me tenho batido ultimamente. Sim, o livro no qual fui um dos muitos autores vem a propósito do Movimento Anti-Corrupção. Mesmo sendo uma surpresa, mais surpreendente e a publicação nem sequer ser portuguesa - que por si só é curioso e resultou de um desenrolar de acontecimentos ainda menos previsíveis.


Lá para o início do ano, para grande, mas mesmo grande, surpresa o blogue do Movimento Anti-Corrupção foi seleccionado pelo concurso internacional de blogues The BOBs do jornal alemão The Deutsche Welle para a final na categoria de "melhor campanha de activismo social", tendo sido o único nomeado português. A propósito dessa nomeação saiu uma pequena notícia no El País sobre os nomeados, sendo que incluíram o blogue do Movimento. Foi provavelmente devido a essa publicação que a ONG sediada em Madrid Cibervoluntários teve conhecimento do Movimento Anti-Corrupção, de como esse movimento pretendia reforçar e capacitar os cidadãos, através da informação e cidadania para o reforço ético e transparência, de modo a combater a corrupção. A ONG convidou-me, enquanto criador do Movimento, a fazer um texto com cerca de 12.000 caracteres sobre o potencial das TIC na capacitação dos cidadãos, e de como isso poderia ser utilizado para combater a corrupção. Assim, foi criado o texto "As Tecnologias de Informação e Comunicação no Combate à Corrupção por parte dos Cidadãos" especificamente para  a publicação anual, na forma de livro e pdf, intitulada "Innovación para el empoderamiento CIUDADANO a través de las TIC". Esta edição, que conta com textos de autores de vários países que escrevem em várias línguas - espanhol, inglês e, no meu caso, em português - encontra-se disponível para download gratuito no site da ONG em: http://www.empodera.org/pdf/libro.pdf.

Não posso esconder que ver o livro e o texto (a partir da página 145) em papel ao vivo me deixou muito contente, pois, mesmo sendo responsável por uma pequena parte desta publicação, nunca pensei sequer escrever uma frase para um livro.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

As novas Novas Oportunidades

Vai se provando que as ideologias não morreram, muito pelo contrário – e ainda bem. O que lamento é serem encapuçadas e não admitidas quando utilizadas para atacar determinadas coisas. Falo do programa Novas Oportunidades (NO), como exemplo mais actual disso.

Mas vamos à coisa em si. Primeiro há que identificar exactamente o que é o programa Novas Oportunidades. O acrónimo RVCC , que é apenas uma das modalidades das NO,  significa Reconhecimento e Validação de Certificação de Competências, ou seja, foi algo criado especificamente para um público-alvo bem definido, com experiência de vida cumulativa capaz de ser equiparada aos saberes garantidos por determinados níveis do ensino formal. Obviamente o RVCC não é para todos, apesar de muitos portugueses se adequarem a esta validação. Mas para quem não tem por si só as tais competências, ou mesmo tendo pretende aprender mais, existem as restantes metodologias e opções formativas tais como: EFA, CEF, RVCC profissional, CET, e muitas mais.
Agora a perspectiva ideológica do programa NO. Estas oportunidades são um modo de fazer justiça face ao passado, construindo o futuro. Somente os meios mais elitistas e privilegiados, que pretendem ignorar a História, podem negar que até ao final da década de 70 o prosseguimento de estudos, directa ou indirectamente, era vedado à maioria. Quem pode dizer àqueles que no passado foram forçados apenas à 4ª classe ou 6ªano que hoje não podem, nem merecem, ter Novas Oportunidades? Trata-se, no mínimo, de uma questão de Justiça, e, ideologicamente falando, de um modo de garantir hoje a igualdade de oportunidades que nunca aconteceu no passo. É a igualdade de oportunidades que promove a evolução e desenvolvimento social, com benefícios para os indivíduos e sociedade em geral. Só o negarão as perspectivas mais conservadoras que temem a perda de estatuto social, pois o saber e o acesso à informação privilegia quem os detém.
Mas claro, o programa das NO não é perfeito, e mesmo sendo uma boa medida – conceptualmente – tem falhas. Pois, nem sempre, pela pressão de metas e objectivos, se consegue exigir tanto quanto serial ideal, mas também porque por vezes faltam os meios materiais e humanos para tais exigências. No entanto, mesmo com todas estas lacunas, ninguém, depois de passar por um processo destes, fica igual. As mudanças e evoluções são evidentes. Temos de pensar na valorização e reforço da pessoa que tem a sua nova oportunidade, de como fica esperta para o uso das TIC, de como a partir dai valorizará a importância do saber e da formação, e de como poderá apoiar e acompanhar e incentivar ainda melhor a educação e formação dos seus filhos! No fundo é a própria cidadania que se enriquece também! Só por isso vale a pena! Vale a pena continuar a melhorar o programa!
Chegou a altura de dar Novas Oportunidades àqueles que, desperdiçando a primeira, formaram juízos de valor, e com isso preconceitos infundados, sem saber ou compreenderem a complexidade destes e outros casos!


Não precisará a empatia social de uma Nova Oportunidade?

(Texto publicado parcialmente no Região de Leiria em 3 de Junho de 2011)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lixo - coscuvilhices sobres dívidas estatais

Parecesse que afinal, pelo menos para algumas instituições americanas, a nossa dívida estatal é "Lixo". Por terras do Tio Sam - familiar que pouco ou nada simpático tem sido para os europeus, especialmente quando são os seus dólares que estão em causa - existem várias Agências de Notação que fazem ratings, e com isso classificam, segundo os seus humores, a capacidade que os Estados têm de pagar as suas dívidas. Para além de inconstantes de humores - que traduzindo permite fazer uma evidente relação -, as ditas agências ao mudarem muito rapidamente de opinião, ainda o fazem "metendo-se na vida" dos Estados sem se preocuparem com a veracidade das informações e sem assumirem qualquer responsabilidade pelo que vão dizendo e partilhando. Isso por cá, pelo menos nos meios mais populares, chama-se de coscuvilhice ou maledicência, mas os economistas lá sabem. Para além de altamente temperamentais, não serão essas Agências também distraídas? Ninguém pode dizer que o actual Governo queira evitar o modelo ultra-liberal de redução do tamanho e papel do Estado - tão querido do modelo económico que fez prosperar as próprias Agências de Rating e que elas próprias prescrevem para uma sã economia -, mesmo que isso signifique reduzir o Estado Social e aumentar as desigualdades sociais. As tais Agências de Rating só podem andar distraídas, tal como aconteceu quando deram excelentes avaliações a Islândia pouco tempo antes desse país ficar na bancarrota. Afinal tudo parece continuar na mesma, apesar das mudanças políticas, piorando: continuam a aumentar os juros da dívida e a austeridade; as avaliações de rating a irem por ai a baixo com a economia real do país. Afinal parece que o problema não era do anterior Governo.
Mas e se tudo isto for uma grande peça de humor, ao estilo anglo-saxónico, uma encenação de humor negro carregado de sarcasmo e ironia, chegando mesmo ao "nonsense"? Nós, latinos, por regra, salvo algumas excepções, não apreciamos este tipo de humor, nem de facto andamos para grandes humores. Quando dizem que a nossa dívida é "lixo" não estarão a querer dizer que, tal como toda a boa "sucata", a dívida até tem valor? Suposições rebuscadas à parte, penso que se pensarmos assim, se optarmos pelo optimismo, nada perdemos, muito pelo contrário. Por acaso, ou talvez não - pois a aposta ambiental tem sido séria e abraçada pelos vários governos que passaram -, Portugal sabe lidar com os seus lixos, sabe trata-los, valoriza-los e acondiciona-los. O Lixo em vez de problema tem sido cada vez mais uma oportunidade.
Provavelmente - sendo benevolente para com as Agências de Rating, até porque já chega de  dizer que todos nos querem tramar e que a culpa, coitada, se com alguém de nós portugueses casa logo de seguida a deixamos divorciada - está na hora de aproveitar o lixo e encaminhar os desperdícios para uma valorização que valha a pena e sirva o bem comum. Podemos começar pelo aspecto psicológico colectivo e reciclar o desespero por optimismo! Se não formos optimistas seguramente que mais ninguém o será por nós!

(Texto publicado no Diário de Leiria em 13 de Julho de 2011 e no Jornal de Leiria em 14 de Julho de 2011)

domingo, 17 de julho de 2011

Nasceu mais um blogue - Desartístico

Hoje, dia em que comemorar uns quantos anos de vida, pelo menos a crer pelo meu Bilhete de Identidade - pois ainda sou um excluído das mais recentes identificações tecnológicas como o Cartão de Cidadão -, lancei e disponibilizei o meu mais recente blogue - Desartístico.


Este blogue era para ter nascido há já bastante tempo. Há muito que o queria fazer para, de um modo sistemático e organizado, armazenar e catalogar alguns pedaços e experiências pessoais por várias áreas das artes. Isto não significa que essas criações seja arte de facto, quanto muito são "quase-arte".

Nesta fase inicial, neste primeiro dia o blogue nasceu com 3 partilhas: um desenho; uma fotografia, e; um poema
Veremos o que trará o futuro e o que poderá também fazer redescobrir também do passado e recuperar de gavetas empoeiradas e esquecidas pelos tempos.
Related Posts with Thumbnails

Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





TOP WOOK - EBOOKS

Novidades WOOK - Ciências

TOP WOOK - Economia, Contabilidade e Gestão

Novidades WOOK - Engenharia

Novidades WOOK - Guias e Roteiros