sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Fim do Mundo já chegou há muito tempo (Para os Maias)

O dia vai correndo e aproximando-se do seu final, no entnato do Mundo nem sinal que vá terminar. Mas qual é a surpresa? Tantos já profetizaram a seu fim que já estamos habituados a essa apocalíptica deceção. Mesmo não acabando o mundo na sua globalidade, para alguns ele lá foi acabando, até porque a vida Humana é muito mais curta do que a aparente, por comparação, vida do planeta, que já tem mais de 4,5 mil milhões de anos.

Vamos ao suposto cerne da questão: qual será o crédito que se devem dar às profecias e previsões Maias? Certo que astronomicamente eram muito desenvolvidos para o seu tempo, mas as suas previsões são, principalemnte e especialmente estas, de cariz religioso – a mesma religião que exigia sacrifícios humanos para que o mundo continuasse a existir tal como era conhecido. Então, se por lá [na terra dos Maias] deixaram de cumprir os ritos e rituais religiosos que mantinham o mundo estável, porque raio nos havíamos de preocupar com o fim do mundo mais de 500 anos depois do seu desaparecimento efetivo enquanto civilização? Se descuidámos de todos os ensinamentos Maias não deveria o mundo já ter deixado de existir há muito tempo? Bem, para os Maias, ainda que a sua cultura se tenha perpetuado por mescla e mistura com o colonialismo espanhol, o munda já acabou há muito tempo, tendo “meia dúzia” de espanhóis no século XVI lhes dado a machadada – ou nesse caso espadada e mosquetada – final.
Estas histórias das profecias do fim do mundo lembram outra história: a de Pedro e o Lobo. Qualquer dia o fim do mundo chega mesmo e já ninguém acredita!, isto se ainda estiver cá alguém para acreditar.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Intervenção na Assembleia Municipal de Leiria sobre Alargamento da Zona de Reabilitação Urbana

O alargamento da área de reabilitação urbana do centro histórico de Leiria poderá ser importante para a economia local, quer pelo incentivo e reabilitação efetiva de uma zona que se encontra degrada e em decadência (a vários níveis) quer pelas oportunidades que cria para o setor da construção, e toda a economia indireta.


Se lembrarmos que o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do setor da construção, comparativamente com o total nacional de todas as atividades económicas, tem vindo a contrair nos últimos anos - de 2000 para 2011 desceu de 7,8% para 4,7% - podemos daí fazer uma correlação com a queda do PIB a nível nacional, que, como sabemos, entre 2000 e 2011 desdeu do valor positivo de 3,9% para o valor negativo de 1,6%. A relação entre a queda do setor da construção e a queda da economia nacional é evidente (ou não fosse um dos setores mais representativos), pelo que a recuperação económica terá de passar também pela recuperação e reinvenção do próprio setor da construção nacional.
Se olharmos para a realidade do concelho, constatamos que entre 2009 e 2010 desapareceram mais de 200 empresas do setor da construção, e que a totalidade das que se mantêm no mercado continua a deter um peso muito importante: representam diretamente 12% das atividades económicas empresariais. Ou seja, a construção é importantíssima nas sinergias económicas do concelho, direta e indiretamente, e o seu impacto sobre a oferta de emprego é incontornável.
Aprofundando um pouco mais os dados do setor imobiliário no conselho, saltam à vista outras conclusões. A construção nova no concelho tem vindo a cair vertiginosamente. Em 1995 construíram-se 636 empreendimentos, quando em 2011 apenas se construíram 261. Mas, por outro lado, as empreitadas de ampliação, alterações e reconstruções subiram de 57 em 1995 para 170 em 2011. Se tivermos em conta que existem, em média, 30% de habitações desabitadas ou ocupadas parcialmente em Portugal, que os nossos modelos difusos e expansionistas demonstram ser insustentáveis, e que a nossa média de reabilitações de edifícios está muito abaixo dos valores homólogos europeus, então: o futuro do setor da construção e das nossas cidades terá forçosamente de passar pela reabilitação do edificado e dos próprios espaços urbanos.
Assim, a proposta de alargamento, apresentada pelo município, permitirá intervir, com financiamento através de fundos europeus, em edifícios âncora na nova zona agora alargada. Será um modo de reabilitar património histórico que tornará as zonas envolventes mais atraentes e atrativas, será também um modo de incentivar a reabilitação pelos proprietários do edificado da zona, uma vez que podem vir a beneficiar de um quadro de apoios e isenções especiais criadas para iniciativas de reabilitação privadas. Tendo também em conta a importância do setor da construção e a necessidade de o reorientar para a reabilitação, e porque a sua pujança é importantíssima para a economia local e para garantir empregos, esta decisão autárquica é seguramente um incentivo real a esse setor.
De um modo resumido, com o sucesso da aplicação de uma reabilitação urbana séria e sustentável: preserva-se o património físico, garante-se a funcionalidade dos espaços urbanos agora degradados ou abandonados, promove-se e incentiva-se o desenvolvimento da economia local e a oferta de emprego.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Intervenção na Assembleia Municipal sobre reforma administrativa das Freguesias

Qualquer reforma e mudança causam sempre conflitos, mas mais ainda quando são feitas deste modo, neste caso: sem atender aos sentimentos de pertença das populações, à história, e quando os ganhos são pouco ou nada claros - se é que existem de facto.
De uma Reforma administrativa territorial necessitamos há já muito tempo, mas as freguesias são o menor dos problemas existentes no país – se é que são sequer um problema. Provavelmente, certos concelhos, poderiam precisar de ajustamentos nas suas freguesias – lembro o caso de Lisboa -, mas essas alterações não deveriam ser feitas por decreto e à força, e muito menos sem atender aos sentimentos de pertença das populações, pois os ganhos económicos, como já muito se falou, são irrelevantes. Aquilo que precisávamos efetivamente de reformar são as delimitações jurisdicionais, os concelhos, e criar um nível administrativo intermédio que garanta um planeamento coerente e gestão séria dos recursos existentes, a todas as escalas.
Voltando à confusão que existe nas atuais jurisdições administrativas, o nosso problema é evidente! É comum o mesmo território, o mesmo concelho por exemplo, estar sujeito a jurisdições diferentes: para a justiça a delimitação é uma, para a saúde outra, para a educação outra, e por ai fora. Nada bate certo com os limites dos distritos ou das regiões existentes no papel.
Por isso, minhas senhoras e meus senhores, é urgente reformar o país, mas lutando por algo que valha a pena e que seja útil para todos nós! Esta reorganização das freguesias é apenas “tapar o sol com a peneira”, é mudar para ficar mais ou menos na mesma do ponto de vistas dos custos e bem pior ao nível dos serviços.
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Construção e história para a exposição Lego Leiria 2012



Uma vez que haveria uma segunda exposição de construções Lego em Leiria durante o mês de Dezembro de 2012, decidi que deveria fazer uma construção de autor, completamente original, para enquadrar no tema medieval. Assim, decidi, tendo em conta o espaço e as peças disponíveis, construir uma pequena Sé Românica. Para além disso, depois da montagem no conjunto das restantes construções, dentro da cidadela medieval, construi também uma pequena história para dar um colorido e dramatismo adicional à construção, criando um ambiente envolvente especial.
Fica o registo da pequena Banda Desenhada, que conta a pequena história encenada com minifiguras lego. 
Parabéns ao Olímpio Albano (Alex) que, convocando a Comunidade 0937, planeou e organizou operacionalmente a exposição, com a preciosa ajuda da divisão de cultura da Câmara Municipal de Leiria.

Nota: um especial agradecimento à Liliana Gonçalves pelas dicas no uso do Picasa, que serviu de ferramenta de edição de imagem para a construção da BD.

domingo, 25 de novembro de 2012

Se há flora, haverá também fauna intestinal para cuidar?

O termo “Flora Intestinal” sempre me suscitou alguma estranheza e curiosidade, até porque é tão usado que passou a ser considerado um termo comum. Bem, se nos nossos intestinos existe flora - talvez devido aos substratos altamente ricos de "fertilizantes naturais" -, será que existe também fauna? Existirão ai espécies em vias de extinção? Então e será que se deverá definir alguma zona de proteção  algum parque natural ou reserva especial para proteger essa flora e fauna? Serão essas zonas violadas sem sabermos? E se não cuidarmos delas, afinal o que nos arriscamos a perder? Podemos perder algo substancial ou apenas falsas honras - excluindo os casos de saúde é claro - em dar tanta importância à vida intestinal?
Pensamento absurdo este. Sim, admito. Mas que mais poderia dar uma conversa sobre a vida dos intestinos?


domingo, 28 de outubro de 2012

Ai se a EDP descobre que só pagamos a Luz!!!

Os aumentos da electricidade  nos últimos anos, têm sido brutais. No entanto, os portugueses continuam a dizer, seja em que meio for - mais erudito ou popular -, que a Luz está cara.
Então e a electricidade?  Será que só pagam a parcela que usam para a iluminação? Parcela que, por acaso, até é menos conta na factura mensal de electricidade  Se esta especulação for verdade: é caso para a mais urgente preocupação, pois se a EDP descobre que só andamos a pagar a luz estamos mesmo tramados!!!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Quando um poema se torna Música numa Garagem

Quando escrevi  o poema "Viver na Quente Incerteza", em pleno verão de 2012, quando o tempo era quente demais e nos derretia as esperanças de um futuro, a curto prazo melhor, nunca pensei que algum dia fosse adaptado para ser cantado, e ainda mais em jeitos "rockeiros" numa garagem. Por isso, não posso deixar de registar essa curioso ato criativo e interpretativo do grupo "Blame Us". A vida é cheia de surpresas. No futuro veremos até onde irão chegar e se mais poemas meus irão interpretar - espero que sem rimas forçadas como esta que acabei de fazer.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

As estimativas dos especialistas financeiros valem zero?!

Estava eu a ler um livro de psicologia social - Pensar, Depressa e Devagar - quando leio o seguinte excerto, acerca dos erros ( resultando do excesso de confiança e e outras razões e impossibilidades resultantes dos processos cognitivos e relacionais sociais) em previsões financeiras:

"Durante alguns anos, houve professores da Universidade de Duke que dirigiram um inquérito em que os principais funcionários financeiros de grandes corporações estimavam os lucros do índice da Standar & Poor´s para o ano seguinte. Os académicos de Duke coligiram 11.600 dessas previsões e examinaram a sua precisão. A conclusão foi linear: os funcionários financeiros das grandes corporações não faziam a mínima ideia acerca do futuro a curto prazo do mercado de acções; a correlação entre as suas estimativas e o verdadeiro valor, era ligeiramente inferior a zero! Quando diziam que o mercado desceria, era ligeiramente provável que subisse. Estas descobertas não são surpreendentes. As verdadeiras más notícias são que os administradores-executivos não pareciam saber que as suas previsões eram desprovidas de valor.





Penso que com este excerto podemos concluir, à partida, algumas coisas, e começar por desmontar certas ideias pré-concebidas sobre mercados e economias.

sábado, 13 de outubro de 2012

Intervenção na Assembleia Municipal de Leiria sobre novos estacionamentos tarifados na cidade


Quando se aborda a possibilidade de passar a pagar estacionamento, a reação dos pagantes nunca é favorável, e só o será mediante uma profunda mudança, de várias ordens e a vários níveis. No nosso caso, essa mudança, que terá de acontecer ao nível dos hábitos de transporte, da perceção dos impactos do modo como nos deslocamos, e também do modo como as entidades públicas/gestoras dos sistemas de transportes atuam, será quase revolucionário! No entanto, será uma revolução - paradoxos à parte - que se terá de fazer gradualmente. O problema aqui não é, propriamente, só o do estacionamento, mas sim o do funcionamento de todo o sistema de transportes da cidade. Exigem-se soluções interrelacionadas, e não só uma medida isolada e desconexa.
A oferta de estacionamento, tal como existe nos centros urbanos, exige controlo e gestão. Deixar de intervir e controlar resultará no mau funcionamento de todo o sistema de transportes. Para além de ser caótico estacionar, os fluxos de tráfego seriam afetados e constrangidos. Passeios e outros espaços não destinados ao estacionamento de veículos seriam ocupados, condicionando a mobilidade de todos os restantes modos, e com isso a segurança de bens e pessoas – especialmente das pessoas. Tal como demonstram todos os estudos, também os impactes ambientais e efeitos para a saúde humana – coisa quase sempre esquecida – seriam potenciados.
Assim, a taxação será uma solução, por duas razões: permite gerir e controlar a utilização dos espaços, limitando abusos desse bem público; permite recolher fundos para investimento em sistemas de transportes e modos mais eficientes e sustentáveis.
Por isso Senhor Presidente está é a oportunidade para ir, gradualmente, criando um novo sistema de transportes em Leiria, pensado para o futuro. Mas, como já referi, para além de taxar será preciso investir!
As opções serão muitas e diversas. Não existe modelo absoluto infalível. O sistema terá de ser adequado e flexível para se adaptar à realidade de Leiria, defendendo a funcionalidade dos sistemas, os utilizadores, e especialmente os moradores com alternativas viáveis, pois esses serão os principais afetados.
Haverá tempo para fazer ajustes e criar as devidas alternativas, sendo que se deverão recolher o máximo de dados e ideias, especialmente junto de técnicos e especialistas, mas sempre sem esquecer as pessoas afetadas. Desse modo, aproveito a oportunidade que aqui tenho, para deixar algumas sugestões:
Aumentar o número de trajetos e veículos do Mobilis (ou outros) para servir as zonas afetadas, devidamente coordenados com parques de estacionamento gratuitos na periferia.
Ações de informação e sensibilização para a adoção de hábitos de mobilidade sustentáveis.
Instalar sistemas de informação e gestão de tráfego que auxiliem os automobilistas nos seus trajetos e indiquem zonas de estacionamentos livres.
Apoio aos modos suaves – andar a pé e de bicicleta -, com mobiliário urbano, ligações e pavimentos adequados.
Construir silos de estacionamento, a baixo custo e inseridos no edificado das zonas afetadas, com bolsas para moradores e mais oferta de estacionamento pago.
Intervir nas rodovias e arranjos exteriores das vias afetadas onde não ocorreram intervenções recentes, pois muitas ainda estão por otimizar a todos os níveis.
Permitir, quando devidamente justificado, a aquisição, mediante pagamento, de um segundo cartão de estacionamento por fogo.
Parcerias com o comércio e serviços de cada zona, de modo a garantir o investimento necessário para soluções adequadas e alternativas que respondam às necessidades de transporte e estacionamento.
As possibilidades são muitas, as sensibilidades também, como muitas e muitos afetados. Por isso, na minha opinião, acima de tudo é preciso capacidade para explicar, informar e deixar sempre alternativas como opção. Ir melhorando com gradualmente!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Assembleia Municipal de Leiria vai ter Newsletter

Depois de um processo mais ou menos longo, e algo trabalhoso, envolvendo associações cívicas, câmaras municipais, juntas de freguesia, debates e discussões com várias pessoas esclarecidas, ontem, em Leiria, uma ideia que propus - segundo ideia desenvolvida no seio da direcção da ADLEI - a votação foi aprovada! Assim, no dia 1 de Outubro de 2012, a Assembleia Municipal de Leiria, aprovou, apenas com 4 abstenções, instituir uma Newsletter para que os munícipes se possam inscrever e receber, na sua caixa de correio, informações acerca das datas, locais, e assuntos a tratar nas diversas assembleias municipais, com a devida ligação a documentos de consulta pública do sítio da Internet do Município  A proposta sugeria, também, que o mesmo procedimento pudesse ser adoptado pelas freguesias para as suas assembleias, com a devida consideração das limitações de cada uma delas.
O principal objectivo da proposta passa por tentar fornecer, de um modo simples e automático, informações e avisos, do tipo lembrete, para que os munícipes possam ver facilitada e incentivada a sua participação nas assembleias municipais
Agora é esperar pela implementação, e continuar a fazer esforços para que os fins possam ser atingidos, uma vez que é essencial, por todas as razões e mais algumas, fazer aumentar a participação cívica política em portugal.


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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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