quarta-feira, 19 de junho de 2013

A trilogia da estória da Quinta do Coelho Amuado

Por vezes a vida real inspira, outras vezes é tudo pura coincidência e a fantasia surge da necessidade de escapar à realidade, criando uma nova, mais simplista e capaz de ser compreendida.
Consciente e incosnciente disto que acabei de escrever, lancei-me na criação de uma pequena estória totalmente ficional, alegórica e onde animais domésticos, no seu ambiente própria, criam um enredo cheio de metáforas e mensagens subliminares.
A estória do tal Coelho Amuado começou por ser pensada como um texto isolado, mas, depois, logo veio a ideia de juntar mais personagens e continuar com a trama. A ideia só se concretizou porque um projeto jornalístico, inovador e arrojado, pensado para jovens - especialmente na prespetiva da juventude de mente arejada que não depende da idade -, me deu o incentivo e possibilidade de divulgar a um público mais alargado esta criação. Foi arriscado, mas o textos, apesar da sua singularidade, até têm tido um número de visitas consideráveis. Obrigado P3!
Ficam então os links dos 3 mini-contos que formam agora uma trilogia:
Havendo a oportunidade, a vontade é de tornar esta trilogia numa novela!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Feira de Maio – O Renovar da Magia e das Estórias

A partir de uma certa idade admito que a Feira de Maio começou a gerar em mim sentimentos contraditórios. Não pretendo fazer generalizações, mas poderá haver quem, à sua maneira, sinta ou tenha sentido a mesma opinião paradoxal em relação à dita feira.
Se, para mim, antigamente a Feira de Maio tinha uma magia que só era acessível porque a via com olhos de criança e com uma imaginação inocentemente ilimitada, anos mais tarde o sentimento mudou. Já na adolescência, os carroceis, os doces e os brinquedos passaram a não despertar o interesse de outrora. Entre a música, por vezes ritmada até ao absurdo, carros de choque e afins desenhavam-se outras fantasias próprias de outras idades. Na Feira de Maio ensaiávamos histórias de amor desajeitadas, importantíssimas para o nosso desenvolvimento emocional, numa altura em que tentávamos uma adaptação aos novos corpos de adulto.

Fonte da Fotografia: http://newscentermco.blogspot.pt/2010/05/feira-de-maio-leiria.html

Mais tarde, a feira foi ganhando pó e perdendo o interesse. Mas quase sempre por lá passei, procurando réstias dos sonhos de antigamente, desvanecidos e longínquos. Voltava lá, seguindo um ritual, ainda que no fim de cada ida dissesse: isto já não me diz nada… Mas no ano seguinte regressava. Provavelmente retornávamos muitos - eu e outros como eu -, movidos por sentimento paradoxais semelhantes.
Este ano voltei de novo! Fiquei surpreendido! A Feira de Maio mudara! Mudara de sítio e ganhara novos contornos, parecendo querer modernizar-se e adaptar-se às necessidades dos nossos tempos. A Feira ganhou com a qualidade das infraestruturas disponibilizadas, e até se abriu com ela o Estádio à comunidade, rumo a uma utilidade que muitos exigiam há muito tempo. Este foi um passo simbólico importante para que no futuro a Feira evolua e se continue a desenvolver, mantendo as suas características tradicionais, mas adaptando-se à Leiria e aos leirienses de hoje e de amanhã.
Para o ano quero voltar, e nos próximos também, quem sabe trazendo aqueles que pela idade sentem como ninguém a magia especial da nossa Feira de Maio.
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

As emoções não unânimes ao projeto: CONTEMPORANEIDADES

O projecto CONTEMPORANEIDADES foi uma experiência pessoal única, mas foi especialmente interessante o processo interactivo e a percepção que criou no outro, em que via e lia, tanto os poemas como as telas. Fiquei algo surpreendido pela falta de uniformização das opiniões de quem entrou em contacto com o projecto e partilhou de sua justiça. Evito a referência a quem não tenha gostado pois muitas dessas opiniões nunca foram verbalizada, apesar de não duvidar que de facto não tenha agradado a todas as pessoas - ou porque as obras eram mesmo más ou porque as receptores não estavam sintonizados com o tipo de comunicação e/ou mensagem inerente. 
Esperava que certas telas e poemas gerassem uma espécie de unanimidade quando se tratasse de eleger os trabalhos (supostamente) mais bem conseguidos, mas não foi isso que aconteceu. Apesar de alguns terem sido tendencialmente escolhidos pela maioria, havia uma grande percentagem de pessoas que considerava os seus preferidos em completa divergência com a suposta tendência geral. Posso apenas especular a razão para tanta divergência de opinião. Talvez tenha sido pelos temas e mensagens, relacionados com os tempos contemporâneos próximos de todos nós, afectando - positiva ou negativamente - cada receptor conforme os sentimentos, memórias e emoções que despertava no seu eu. O recurso ao simbolismo pode ter potenciado isso, pois era adubo para uma imaginação adormecida. Ou então, talvez não, talvez seja pura coincidência. 
De qualquer dos modos, ou muito me engano ou muitas das verbalizações eram mesmo sentidas e a emoção realmente despertada por este ou aquele borrão que me saiu da mão. 
No final da exposição, por comentário de quem percebe do assunto, fiquei com a sensação que tenho tendências surrealistas. Talvez. Seja como for, identifico-me com o que fiz, mesmo que de um modo surreal. 
Fica-me a vontade de criar mais e mais!!!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Opinião em contos e estórias sobre coisas sérias

Numa época em que tudo parece ser um mar de incertezas e surpresas - dito assim para não ser muito pessimista - lembrei-me de recorrer a uma velha fórmula para expressar algumas opiniões sobre o atual momento em que vivemos. Curiosamente, na mesma semana, dois Media, bem diferentes, publicaram dois textos igualmente únicos que fiz recorrendo à mesma técnica.

Usando, e talvez abusando, de inspirações à "La Fontaine" ou "Orwellianas", saíram-me, por via dos dedos que caiam nas teclas, os dois textos de um modo alegórico, e, por vezes, humoradamente satírico.

O primeiro foi criado para o semanário regional Região de Leiria, fazendo várias alusões a contos e ficções populares, para abordar a problemática de definição e constituição de uma região que parece igualmente fantasiosa. O texto em causa pode ser visto AQUI.

O segundo foi criado para o projeto P3, associado ao Jornal Público, e trata alegoricamente de uma determinada Quinta que é governada por um tal Coelho. O texto em causa pode ser visto AQUI.

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um dia das mentiras mentiroso como os outros

Com tanta mentira a circular nos últimos tempos, o melhor seria dedicarmos o dia de hoje à verdade. Pelo menos seria uma mentira útil.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Participação na V Antologia de Poetas Lusófonos

Para grande pena minha não pude participar na sessão de apresentação da V Antologia de Poetas Lusófonos, mas hoje finalmente consegui ter nas mãos as duas obras que me cabiam. Os dois poemas da minha participação - "Viver na Quente Incerteza" e "Que Solidariedade" - resultaram no direito a ter dois exemplares que irão ocupar um lugar de carinho na minha biblioteca. Registo esta redundância pela curiosidade desta coincidência de sair esta participação nesta antologia poética ao mesmo tempo que apresentei um outro livro de poesia - CONTEMPORANEIDADES. Qualquer dia ainda alguém pensa que sou um poeta...


terça-feira, 26 de março de 2013

Necessidade de Energias Sustentáveis

As Energias Renováveis têm de ser parte incontornável do futuro! Sem dúvida que interessa ter fontes inesgotáveis de energia, mas o facto de serem renováveis não resolve, por si só, o nosso problema energético e os impactes ambientais associados.
Mais que “Energias Renováveis”, de um modo pragmático, precisamos de “Energias Sustentáveis”! Nem sempre “renovável” é sinónimo de “sustentável”, e por vezes as não renováveis, a curto prazo, até podem ser as mais racionalmente sustentáveis. Polémicas à parte, o problema energético exige análise cuidada, e no caso português mais ainda, pois a nossa dependência energética externa condiciona o nosso desenvolvimento. Importa fazer balanços dos gastos e ganhos, comparando energias despendidas e produzidas. Pode bem acontecer gastar-se mais energia não renovável nos processos de implementação e utilização (produção, logística, construção, transporte, armazenamento, etc.) das energias renováveis do que a quantidade de energia limpa por elas produzida. Assim, em certos casos, o saldo pode ser negativo, a todos os níveis. Mas essas limitações devem ser analisadas com muita cautela, pois as energias não renováveis, como todos sabem, podem causar, para além dos impactes ambientais decorrentes da sua normal obtenção, verdadeiras calamidades!


Por vezes, para que possamos usar, no dia-a-dia, energia dita limpa, proveniente das renováveis, muitos foram já os custos energéticos provenientes de outras fontes altamente lesivas para a garantia da sustentabilidade económica e ambiental. Daí ser imperativo analisar cada caso e fazer o devido cálculo energético.
Pelos menores impactes ambientais, e por ainda estarem em fase inicial de desenvolvimento e implementação, as energias renováveis tendem a ser subsidiadas pelos Estados. Isso pode ser mais um problema, pois os fundos públicos são cada vez mais exíguos, sem fundos para que se financie algumas potenciais insustentabilidades.
Assim, de futuro, precisamos de energias verdadeiramente sustentáveis, renováveis ou não. Precisamos de garantir as nossas necessidades energéticas através das tecnologias de menores custos (implementação, produção, manutenção, ambientais e outros). Até lá teremos de continuar a investigar para tentar atingir esse objetivo, mas enquanto a utopia não se concretiza, cada um de nós vai querer continuar a ligar o interruptor e a pagar o mínimo possível por isso.

Texto publicado no Diário de Leiria, Jornal de Leiria e Diário as Beiras

quarta-feira, 13 de março de 2013

O Nascimento do meu 1º Livro individual - Contemporaniedades


Nasceu o meu primeiro livro, de nome "CONTEMPORANEIDADES". Este livro resulta de uma mistura de criações: poéticas e plásticas. Nele constam 30 poemas de crítica satírica social para, em conjunto com as telas simbólicas a pastel em fundos negros, tentar fazer uma reflexão muito particular sobre os nossos dias de hoje. Será sempre uma visão pessoal - ainda que por vezes metafórica e simbólica, nem sempre aparente - a que estará registada naquelas páginas de papel, mas desse pessoalismo opinativo - talvez errático - poderá surgir a ignição para a reflexão alheia. Se assim for, fica cumprido o objetivo do livro em causa. Apesar das mensagens fortes e bem vincadas - mesmo que tratadas estilisticamente -, a ofensa tentou ser evitada pela suavidade da escolha das palavras e em admitir logo à partida a facilidade com que o erro se cria. O livro, caso desperte emoções e reações em quem o ler, nunca foi pensado para convencer. Gerar concordância ou levar cada uma e cada um a defender uma opinião contraditória ao que consta do livro seria, a meu ver, um produto muito positivo para este trabalho amador.

Para poder ter acesso ao livro basta, depois da apresentação - 21h00 - contactar. Para ver as telas basta ir à Biblioteca José Saramago entre 15 de Março e 26 de Abril de 2013.

sábado, 9 de março de 2013

Uma exposição que me irá expor no dia 15 de Março na BJS

Já falta menos de uma semana para uma exposição que me irá expor. Com qualquer tipo de exposição, ainda que na altura de avançar para elas o nervosismo não me condicione, quando chega o momento da verdade a ansiedade manifesta-se em mim. No entanto, sem arriscar e sem sair fora da caixa - como se diz muito agora - dificilmente se consegue fazer algo (de bom ou de mau) que acrescente. Bem, não vale a pena pensar muito nisso agora, mais vale avançar e preparar, do melhor modo possível, o evento.


Agora um pouco sobre o livro. Este projecto surgiu a partir de umas coisas que tinha já feitas, mas desenvolveu-se a partir do momento em que se formalizou a disponibilidade do espaço para a exposição. Assim, com um objetivo definido e data para cumprir, tudo se foi estruturando e construindo como um todo, tanto os poemas como as telas. O estilo adoptado foi bastante simples - nas telas com o recurso a minimalismos nas formas e nas cores, e nos poemas recorrendo a uma abordagem quase popular e rima formal. Tudo isso foi pensando para facilitar a transmissão da mensagem social ligada aos nossos tempos, que é satírica, crítica, reflexiva e, por vezes, quase optimista!
Aproveito também para agradecer a todos os que ajudaram nesta aventura. Não vou nomear ninguém, pois, muitos já estão identificados nos agradecimentos do livro, e porque quem ajudou, no fundo, sabe que lhe estou profundamente grato!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Urbanismo de Barcelona

Há muitas razões para falar de Barcelona. É incontornável a importância histórica, cultural, artística, industrial e desportiva desta enorme cidade, que bem poderia ser uma capital de país - apesar de ser a capital de uma nação -; mas queria-me centrar mais nos seus aspetos, formas e funcionalidades, urbanos.
Esquina Sagrada Família
No século XIX, vivendo um fulgor industrial que trouxera riqueza à cidade, mas alguma destruição e destruturação urbana, é decidido implementar um grande plano urbanístico, garantindo a salvaguarda do património existente e uma expansão ordenada, respeitando as funções de uma cidade moderna. Assim, em 1853, Ildefons Cerdà inicia, ele próprio - apesar de ser engenheiro e político em funções -, um monumental plano urbanístico de intervenção que iria mudar a cidade, e transforma-la num ícone urbano, local onde tantos outros ícones posteriormente surgiram.
Esquina a 45º de cruzamento
As novidades do plano de Cerdà, para além das largas avenidas que possibilitavam inserção de cortinas de arvoredo, passaram pela adoção: de grandes avenidas diagonais, que quebravam a monotonia da malha quadrangular; e de um original formato, em planta, dos quarteirões urbanos. Essas áreas, destinadas à urbanização, tinham a particularidade de formarem esquinas a 45° (em vez dos habituais 90°), nas interceções das rodovias. Isso permitia reduzir sombreamentos, aumentar a visibilidade e tornar mais amplos e arejados os cruzamentos. Os quarteirões também eram vazados, havendo pátios internos de espaços livres que podiam servir de apoio a equipamentos e várias atividades urbanas e de lazer.
Avenida Arborizada

As medidas urbanas adotadas em Barcelona continuam a criar uma cidade de especial funcionalismo. Os cruzamentos sempre foram, em todas as cidades, pontos críticos para o tráfego, e onde tendencialmente atividades urbanas de apoio se concentram. São também os locais onde surgem os principais condicionamentos, e mais poluição se forma (devido ao “para arranca”).
Hoje, as soluções urbanas de Cerdà continuam a permitir mais arejamento e vistas de únicas de maior profundidade.
Nota: Fotografias de Micael Sousa; texto criado para a coluna "Viagens (fora) da minha terra", do Jornal de Leiria.
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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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