domingo, 25 de novembro de 2012

Se há flora, haverá também fauna intestinal para cuidar?

O termo “Flora Intestinal” sempre me suscitou alguma estranheza e curiosidade, até porque é tão usado que passou a ser considerado um termo comum. Bem, se nos nossos intestinos existe flora - talvez devido aos substratos altamente ricos de "fertilizantes naturais" -, será que existe também fauna? Existirão ai espécies em vias de extinção? Então e será que se deverá definir alguma zona de proteção  algum parque natural ou reserva especial para proteger essa flora e fauna? Serão essas zonas violadas sem sabermos? E se não cuidarmos delas, afinal o que nos arriscamos a perder? Podemos perder algo substancial ou apenas falsas honras - excluindo os casos de saúde é claro - em dar tanta importância à vida intestinal?
Pensamento absurdo este. Sim, admito. Mas que mais poderia dar uma conversa sobre a vida dos intestinos?


domingo, 28 de outubro de 2012

Ai se a EDP descobre que só pagamos a Luz!!!

Os aumentos da electricidade  nos últimos anos, têm sido brutais. No entanto, os portugueses continuam a dizer, seja em que meio for - mais erudito ou popular -, que a Luz está cara.
Então e a electricidade?  Será que só pagam a parcela que usam para a iluminação? Parcela que, por acaso, até é menos conta na factura mensal de electricidade  Se esta especulação for verdade: é caso para a mais urgente preocupação, pois se a EDP descobre que só andamos a pagar a luz estamos mesmo tramados!!!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Quando um poema se torna Música numa Garagem

Quando escrevi  o poema "Viver na Quente Incerteza", em pleno verão de 2012, quando o tempo era quente demais e nos derretia as esperanças de um futuro, a curto prazo melhor, nunca pensei que algum dia fosse adaptado para ser cantado, e ainda mais em jeitos "rockeiros" numa garagem. Por isso, não posso deixar de registar essa curioso ato criativo e interpretativo do grupo "Blame Us". A vida é cheia de surpresas. No futuro veremos até onde irão chegar e se mais poemas meus irão interpretar - espero que sem rimas forçadas como esta que acabei de fazer.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

As estimativas dos especialistas financeiros valem zero?!

Estava eu a ler um livro de psicologia social - Pensar, Depressa e Devagar - quando leio o seguinte excerto, acerca dos erros ( resultando do excesso de confiança e e outras razões e impossibilidades resultantes dos processos cognitivos e relacionais sociais) em previsões financeiras:

"Durante alguns anos, houve professores da Universidade de Duke que dirigiram um inquérito em que os principais funcionários financeiros de grandes corporações estimavam os lucros do índice da Standar & Poor´s para o ano seguinte. Os académicos de Duke coligiram 11.600 dessas previsões e examinaram a sua precisão. A conclusão foi linear: os funcionários financeiros das grandes corporações não faziam a mínima ideia acerca do futuro a curto prazo do mercado de acções; a correlação entre as suas estimativas e o verdadeiro valor, era ligeiramente inferior a zero! Quando diziam que o mercado desceria, era ligeiramente provável que subisse. Estas descobertas não são surpreendentes. As verdadeiras más notícias são que os administradores-executivos não pareciam saber que as suas previsões eram desprovidas de valor.





Penso que com este excerto podemos concluir, à partida, algumas coisas, e começar por desmontar certas ideias pré-concebidas sobre mercados e economias.

sábado, 13 de outubro de 2012

Intervenção na Assembleia Municipal de Leiria sobre novos estacionamentos tarifados na cidade


Quando se aborda a possibilidade de passar a pagar estacionamento, a reação dos pagantes nunca é favorável, e só o será mediante uma profunda mudança, de várias ordens e a vários níveis. No nosso caso, essa mudança, que terá de acontecer ao nível dos hábitos de transporte, da perceção dos impactos do modo como nos deslocamos, e também do modo como as entidades públicas/gestoras dos sistemas de transportes atuam, será quase revolucionário! No entanto, será uma revolução - paradoxos à parte - que se terá de fazer gradualmente. O problema aqui não é, propriamente, só o do estacionamento, mas sim o do funcionamento de todo o sistema de transportes da cidade. Exigem-se soluções interrelacionadas, e não só uma medida isolada e desconexa.
A oferta de estacionamento, tal como existe nos centros urbanos, exige controlo e gestão. Deixar de intervir e controlar resultará no mau funcionamento de todo o sistema de transportes. Para além de ser caótico estacionar, os fluxos de tráfego seriam afetados e constrangidos. Passeios e outros espaços não destinados ao estacionamento de veículos seriam ocupados, condicionando a mobilidade de todos os restantes modos, e com isso a segurança de bens e pessoas – especialmente das pessoas. Tal como demonstram todos os estudos, também os impactes ambientais e efeitos para a saúde humana – coisa quase sempre esquecida – seriam potenciados.
Assim, a taxação será uma solução, por duas razões: permite gerir e controlar a utilização dos espaços, limitando abusos desse bem público; permite recolher fundos para investimento em sistemas de transportes e modos mais eficientes e sustentáveis.
Por isso Senhor Presidente está é a oportunidade para ir, gradualmente, criando um novo sistema de transportes em Leiria, pensado para o futuro. Mas, como já referi, para além de taxar será preciso investir!
As opções serão muitas e diversas. Não existe modelo absoluto infalível. O sistema terá de ser adequado e flexível para se adaptar à realidade de Leiria, defendendo a funcionalidade dos sistemas, os utilizadores, e especialmente os moradores com alternativas viáveis, pois esses serão os principais afetados.
Haverá tempo para fazer ajustes e criar as devidas alternativas, sendo que se deverão recolher o máximo de dados e ideias, especialmente junto de técnicos e especialistas, mas sempre sem esquecer as pessoas afetadas. Desse modo, aproveito a oportunidade que aqui tenho, para deixar algumas sugestões:
Aumentar o número de trajetos e veículos do Mobilis (ou outros) para servir as zonas afetadas, devidamente coordenados com parques de estacionamento gratuitos na periferia.
Ações de informação e sensibilização para a adoção de hábitos de mobilidade sustentáveis.
Instalar sistemas de informação e gestão de tráfego que auxiliem os automobilistas nos seus trajetos e indiquem zonas de estacionamentos livres.
Apoio aos modos suaves – andar a pé e de bicicleta -, com mobiliário urbano, ligações e pavimentos adequados.
Construir silos de estacionamento, a baixo custo e inseridos no edificado das zonas afetadas, com bolsas para moradores e mais oferta de estacionamento pago.
Intervir nas rodovias e arranjos exteriores das vias afetadas onde não ocorreram intervenções recentes, pois muitas ainda estão por otimizar a todos os níveis.
Permitir, quando devidamente justificado, a aquisição, mediante pagamento, de um segundo cartão de estacionamento por fogo.
Parcerias com o comércio e serviços de cada zona, de modo a garantir o investimento necessário para soluções adequadas e alternativas que respondam às necessidades de transporte e estacionamento.
As possibilidades são muitas, as sensibilidades também, como muitas e muitos afetados. Por isso, na minha opinião, acima de tudo é preciso capacidade para explicar, informar e deixar sempre alternativas como opção. Ir melhorando com gradualmente!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Assembleia Municipal de Leiria vai ter Newsletter

Depois de um processo mais ou menos longo, e algo trabalhoso, envolvendo associações cívicas, câmaras municipais, juntas de freguesia, debates e discussões com várias pessoas esclarecidas, ontem, em Leiria, uma ideia que propus - segundo ideia desenvolvida no seio da direcção da ADLEI - a votação foi aprovada! Assim, no dia 1 de Outubro de 2012, a Assembleia Municipal de Leiria, aprovou, apenas com 4 abstenções, instituir uma Newsletter para que os munícipes se possam inscrever e receber, na sua caixa de correio, informações acerca das datas, locais, e assuntos a tratar nas diversas assembleias municipais, com a devida ligação a documentos de consulta pública do sítio da Internet do Município  A proposta sugeria, também, que o mesmo procedimento pudesse ser adoptado pelas freguesias para as suas assembleias, com a devida consideração das limitações de cada uma delas.
O principal objectivo da proposta passa por tentar fornecer, de um modo simples e automático, informações e avisos, do tipo lembrete, para que os munícipes possam ver facilitada e incentivada a sua participação nas assembleias municipais
Agora é esperar pela implementação, e continuar a fazer esforços para que os fins possam ser atingidos, uma vez que é essencial, por todas as razões e mais algumas, fazer aumentar a participação cívica política em portugal.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Porque prevalecem os comentários negativos?

Em tempos arrisquei, para outro blogue, um ensaio sobre as Redes Sociais da Internet (intitulado de: "Serão as Redes Sociais um Perigo Intelectual?"). Nessas palavras socorri-me de alguns especialistas que referiam o potencial, devido ao modo como se transmitem as mensagens escritas e como isso poderia levar a erros de interpretação, de se extremarem posições e de se criarem conflitos entre os intervenientes virtuais. Como utilizador regular da maioria das mais importantes redes sociais – as que persistem e as que derrocaram no esquecimento e marasmo, com o tempo – tenho vindo a sentir um comportamento curioso da parte das pessoas a quem estou ligado nessas redes. Não sei se será um comportamento típico dos portugueses, se será algo universal, mas existe uma tendência evidente para se comentarem publicações alheias quando o objetivo é fazer crítica destrutiva ou negativa. Quando à construtiva, os comentários tendem a diminuir, e para o reforço positivo ainda menos! Já tiveram essa sensação também?

domingo, 16 de setembro de 2012

15 de Setembro de 2012: A Mudança de Paradigma Político?


O dia 15 de setembro de 2012 foi marcante. Não foi a primeira vez que estive numa manifestação, e muito provavelmente não será a última. No entanto, nunca tinha participado numa assim. Foi quase surreal ver, no mesmo espaço, e movidas por sentimentos semelhantes, tantas pessoas diferentes, de estratos sociais, idades, e orientações cívicas/políticas/ideológicas. Para uma cidade pouco dada a movimentações  e manifestações sociais desta natureza, foi um momento para recordar a marcha pela Avenida Heróis de Angola!

Independentemente da contestação em causa – o reclamar pela austeridade continuada e cega que contribuirá para um decrescimento muito acentuado da qualidade de vida generalizada em Portugal - e independentemente do urgência e drama social nacional - que não é obviamente de diminuir -, dia 15 de setembro os portugueses demonstraram a si mesmos que são uma força viva, e que se conseguem mobilizar por causas abrangentes. Provavelmente, de futuro, a sociedade irá mudar no modo como encara a cidadania ativa e a política no seu sentido mais puro, como um ato colético de autogoverno social. Provavelmente este foi um reflexo evidente de que o paradigma político está a mudar, que o sistema de representação político tem de ser ajustado aos novos tempos e que os cidadãos irão querer participar mais politicamente. Eu pelo menos espero que isso seja verdade e aconteça de facto, para nosso bem (coletivo)!
Quando 10% da população sai propositadamente à rua o mínimo a que nos obrigamos é à reflexão!



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Governos Incoerentes – Os Novos Neoliberais

Com as novas medidas de austeridade não há hoje português indiferente aos que nos governam. Pelo menos, no final do mês, quando sobressair o corte na folha de vencimento - para quem a tiver -, há garantia de um mau estar coletivo, de tendencial revolta, para com a ação dos dirigentes políticos.

Pensando nas medidas recentemente anunciadas propriamente ditas, podemos fazer várias leituras políticas mais conceptuais. Há várias tendências políticas – para não lhes chamar “ideologias”, pois isso intimida muito boa gente – com soluções diferentes para o caso dos défices das contas públicas e para a crise. Haverá quem defenda o aumento das receitas e quem defenda a redução da despesa, ou então um misto ponderado de ambas as alternativas – pessoalmente, aquela que me parece mais equilibrada e adequada, mas que exige mais esforço informativo, organizativo e estratégico. Teorizando ao de leve, é difícil de enquadrar politicamente a opção deste Governo. Digo deste especificamente pois todos sabemos que se trata de uma Governo de Direita que defende uma visão neoliberal de “Estado Mínimo” - menos intervenção, menos sector empresarial público, menos peso e responsabilidade pública na saúde, educação e ação social, e menos outras mais coisas importantes -, acompanhado da redução da carga fiscal. Depois das notícias que ouvirmos – e parece que mais ainda virão -, é difícil de encaixar a teoria com a prática governativa. É mesmo chocante! Foi o próprio atual Primeiro-ministro (PM) que disse, em tempos passados, que a economia funcionaria muito melhor se estivesse menos restringida por impostos e burocracias, com um estado “ágil e leve” – a velha teoria liberal da “mão invisível” de Smith que autorregularia e salvaguardaria a eficiência os sistemas económico-sociais. Por mais que custe a admitir, mesmo que o Governo quisesse seguir essas políticas de fundo – novamente uso este termo para evitar o recurso à temida “ideologia” – a Troika provavelmente não deixaria. No entanto, se recuarmos pouco mais de um ano, veríamos o atual PM a forçar o PM da altura, por falta de apoio parlamentar ao Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) 4, a criar as condições para que a tal Troika tomasse conta do país.
Então afinal a culpa é de quem? Dos que estiveram, dos que estão ou dos que virão? A culpa seguramente é pelo menos dos dois primeiros, sendo a percentagem de cada um discutível. O que não é admissível é desculparmo-nos também da nossa responsabilidade cívica. É nosso direito e dever contribuir para a governação política, nem que seja demonstrando descontentamento, alternativas e que queremos outras soluções!
Texto publicado no Jornal Tinta Fresca

sábado, 8 de setembro de 2012

E se o Castelo de Leiria fosse de outra cor

Num destes dias, enquanto passava por uma determinada rua em Leiria tirei uma fotografia ao castelo que se via ao fundo. Uns tempos depois, a propósito da exposição sobre os estudos e reabilitação do Castelo de Leria de Ernesto Korrodi, soube que, muito provavelmente, as telhas do dito castelo teriam sido verdes - muito à semelhança das do castelo de Porto de Mós. Olhando para a fotografia lembrei-me: e se o castelo de Leiria fosse vermelho?

O Castelo Vermelho de Leiria ( tela guardada online no blogue  Desartístico)

Related Posts with Thumbnails

Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





TOP WOOK - EBOOKS

Novidades WOOK - Ciências

TOP WOOK - Economia, Contabilidade e Gestão

Novidades WOOK - Engenharia

Novidades WOOK - Guias e Roteiros