sábado, 9 de março de 2013

Uma exposição que me irá expor no dia 15 de Março na BJS

Já falta menos de uma semana para uma exposição que me irá expor. Com qualquer tipo de exposição, ainda que na altura de avançar para elas o nervosismo não me condicione, quando chega o momento da verdade a ansiedade manifesta-se em mim. No entanto, sem arriscar e sem sair fora da caixa - como se diz muito agora - dificilmente se consegue fazer algo (de bom ou de mau) que acrescente. Bem, não vale a pena pensar muito nisso agora, mais vale avançar e preparar, do melhor modo possível, o evento.


Agora um pouco sobre o livro. Este projecto surgiu a partir de umas coisas que tinha já feitas, mas desenvolveu-se a partir do momento em que se formalizou a disponibilidade do espaço para a exposição. Assim, com um objetivo definido e data para cumprir, tudo se foi estruturando e construindo como um todo, tanto os poemas como as telas. O estilo adoptado foi bastante simples - nas telas com o recurso a minimalismos nas formas e nas cores, e nos poemas recorrendo a uma abordagem quase popular e rima formal. Tudo isso foi pensando para facilitar a transmissão da mensagem social ligada aos nossos tempos, que é satírica, crítica, reflexiva e, por vezes, quase optimista!
Aproveito também para agradecer a todos os que ajudaram nesta aventura. Não vou nomear ninguém, pois, muitos já estão identificados nos agradecimentos do livro, e porque quem ajudou, no fundo, sabe que lhe estou profundamente grato!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Urbanismo de Barcelona

Há muitas razões para falar de Barcelona. É incontornável a importância histórica, cultural, artística, industrial e desportiva desta enorme cidade, que bem poderia ser uma capital de país - apesar de ser a capital de uma nação -; mas queria-me centrar mais nos seus aspetos, formas e funcionalidades, urbanos.
Esquina Sagrada Família
No século XIX, vivendo um fulgor industrial que trouxera riqueza à cidade, mas alguma destruição e destruturação urbana, é decidido implementar um grande plano urbanístico, garantindo a salvaguarda do património existente e uma expansão ordenada, respeitando as funções de uma cidade moderna. Assim, em 1853, Ildefons Cerdà inicia, ele próprio - apesar de ser engenheiro e político em funções -, um monumental plano urbanístico de intervenção que iria mudar a cidade, e transforma-la num ícone urbano, local onde tantos outros ícones posteriormente surgiram.
Esquina a 45º de cruzamento
As novidades do plano de Cerdà, para além das largas avenidas que possibilitavam inserção de cortinas de arvoredo, passaram pela adoção: de grandes avenidas diagonais, que quebravam a monotonia da malha quadrangular; e de um original formato, em planta, dos quarteirões urbanos. Essas áreas, destinadas à urbanização, tinham a particularidade de formarem esquinas a 45° (em vez dos habituais 90°), nas interceções das rodovias. Isso permitia reduzir sombreamentos, aumentar a visibilidade e tornar mais amplos e arejados os cruzamentos. Os quarteirões também eram vazados, havendo pátios internos de espaços livres que podiam servir de apoio a equipamentos e várias atividades urbanas e de lazer.
Avenida Arborizada

As medidas urbanas adotadas em Barcelona continuam a criar uma cidade de especial funcionalismo. Os cruzamentos sempre foram, em todas as cidades, pontos críticos para o tráfego, e onde tendencialmente atividades urbanas de apoio se concentram. São também os locais onde surgem os principais condicionamentos, e mais poluição se forma (devido ao “para arranca”).
Hoje, as soluções urbanas de Cerdà continuam a permitir mais arejamento e vistas de únicas de maior profundidade.
Nota: Fotografias de Micael Sousa; texto criado para a coluna "Viagens (fora) da minha terra", do Jornal de Leiria.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Exposição Fragmentos de Luz - Uma coletiva de fotografia

Depois de meses de formação, acompanhados de muita experimentação, deixando a segurança dos modos "automáticos", irei apresentar, em conjunto com os colegas do curso de fotografia digital da Fotograf ´arte, o primeiro projeto fotográfico e mexposição aberta ao público. A exposição inaugura dia 22 de Fevereiro e segue até dia 14 de Março. Fico à espera de visitas e comentários, pois garanto que haverá bons trabalhos expostos, pelo menos os dos colegas estão muito bem conseguidos! - palavra de fotografo amador.

"Fragmentos de luz. Dezasseis olhares. Incomuns. Por aqui, nos encontramos e nos perdemos em sonhos. Por aqui. Seguimos em busca de histórias à espera de se recontarem. Por aqui. Eis o olhar especial que se emociona muito para lá do arco-íris e das lágrimas que o Amor abafa. Por aqui. Celebramos a busca de cumplicidades e contrastes, entre o presente e o passado, numa Rua da cidade. Por aqui. Perdemo-nos ao sabor de uma estória de amor sob os arcos e ritos de passagem. Por aqui. Bebemos, juntos, as palavras de Neruda, naquilo que nos inebria e contagia o olhar. Por aqui. Damos de caras com o olhar, nobre, generoso e abnegado de quem nos salva. Por aqui, viajamos no tempo, para um olhar longínquo da cidade actual do Lis. Por aqui. Sentimos os sons que a poesia da imagem desvela. Por aqui. Surpreendemo-nos, na reclusão confinada de celas, e aí encontramos asas feitas de poesia. Por aqui. Deparamo-nos no olhar atento dos traços desenhados que animam uma parede. Por aqui. Manifestamo-nos anti-televisão. Por aqui. Deixamo-nos ir na música das imagens. Por aqui. Reencontramos a sensibilidade de sete ofícios a sete mãos. Por aqui. Buscamos na arte de rua, um rosto anónimo, mas próximo e familiar. Por aqui. Percorremos, entre luzes e sombras, caminhos interiores que nos revelam uma força insuspeita. Por aqui. Dançamos ao ritmo da paixão que um sonho move. Venha daí. Connosco. É por aqui."
 
Texto de Carla de Sousa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um centro comercial central diferente em Milão

De todas as grandes cidades de Itália, Milão talvez seja a menos conhecida pelo seu património artístico e arquitetónico, ficando aquém de outras cidades como Florença, Veneza, Roma e etc. No entanto, no centro da cidade existem alguns locais impossíveis de esquecer. Destaca-se a Catedral (Duomo), inserida numa enorme praça, o Teatro Scala, o Castelo dos Sforza e as galerias Vitor Emanuel. É exatamente pela particularidade do último local que ensaio este texto, tentando lembrar e sugerir uma ideia e modelo que, apesar da antiguidade, por cá pouco se implementou.

As galerias Vitor Emanuel são, em parte, percussoras dos “shoppings” contemporâneos. No entanto, podem – e penso mesmo que devem – ser vistas como um exemplo e oportunidade para o comércio dito tradicional e de implementação nos centros históricos das cidades. As galerias de Milão, com mais de 150 anos de existência, por serem uma criação comercial de transição, conjugam o melhor dos dois mundos: o comércio tradicional e a grande escala (de qualidade arquitetónica).

No fundo, essa construção comercial de Milão não é mais do que uma rua comercial pedonal coberta, definida pela bela arquitetura de época, devidamente enquadrada no edificado envolvente, criando uma harmonia muito própria e algumas perspetivas únicas e invulgares de uma verdadeira composição urbana. As galerias situam-se exatamente no centro da cidade, ao lado da magnífica catedral e do famoso Teatro Scala, formando um conjunto coerente de valor acrescentado. Passa-se, a pé, dos passeios e praças diretamente para a galeria, quase sem darmos por isso. A integração é perfeita, permitindo que subsista aí o comércio tradicional – ainda que tendencialmente de luxo. Existem desde as lojas tradicionais ao “franchising”, e até “fast food”. No entanto, o comércio tradicional persiste, nas próprias galerias ou nas ruas adjacentes, que recebem ainda a influência positiva de proximidade.

Por cá, pela nossa região e suas cidades, à nossa escala, poderíamos seguir por um caminho semelhante, reinventado o comercio tradicional, os nossos centros urbanos e “shoppings”. Se a roda já foi inventada, porque não a colocar a rolar, fazendo as devidas adaptações?
Nota: Fotografias da autoria de Micael Sousa; texto criado para a coluna "Viagens (fora) da Minha terra" do Jornal de Leiria

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Uma Reportagem e uma Crónica no P3 do Público

Num determinado dia fui contactado para fazerem uma reportagem sobre o "Movimento ANTI-Corrupção" para o P3 - um projeto online associado ao jornal Público, criado e pensado por jovens jornalistas.
Penso que a reportagem ficou interessante, ainda que o título exagere um pouco o meu envolvimento nesta causa. Dedico especial atenção ao tema, mas, obviamente, não se vive e sobrevive só da cidadania - pelo menos eu não! Aqui fica o registo dessa reportagem, muito bem executada pela Mariana Correia Pinto: Micael Sousa faz do combate à corrupção um modo de vida
 A partir dessa reportagem, surgiu a oportunidade de ter no P3 uma crónica da minha autoria. Não  desperdicei a oportunidade - ainda que possa ter sido mal conseguida -, e lá escrevi algo inspirado pelos princípio que me levaram a cria o blogue A Busca pela Sabedoria - o meu primeiro blogue, dedicado á cultura geral. O texto em causa, com o título a dizer já muito, ficou assim arranjado: A Especialidade que leva à Ignorância Geral
Tudo isto pode ter sido, apenas e tão somente, mais uma redundância, ente tanas que vou (mal) escrevendo, mas não podia deixar de a registar aqui.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Jogos sustentáveis para Sociabilizar e Desenvolver

Os jogos de tabuleiro estão muito longe de ser uma novidade. Basta pensar nos séculos de sucesso do xadrez.

No entanto, nos últimos anos têm surgido no mercado nacional cada vez mais opções para jogar em sociedade, à mesa e sem gastar energia. Para além dos conhecidos jogos de tabuleiro mais tradicionais e habituais, surge agora uma imensa panóplia de jogos de maior complexidade e iteratividade, onde cada partida é sempre diferente e desafiante, sem que a sorte seja um fator preponderante. Estes novos jogos, tendencialmente de origem germânica, são uma novidade capaz de divertir, entreter e estimular com desafios estratégicos, públicos heterogéneos. Esses jogos, com temas e mecânicas diferentes para todos os gostos, criam uma competição iterativa onde vence quem melhor souber gerir e otimizar os recursos disponíveis, desenvolvendo-se rumo aos objetivos de vitória em causa, atendendo sempre às opções e relações com os demais jogadores. Existem jogos tão diversos como: gestão agrícola; redes energéticas; transportes; comércio; construções de cidades; desenvolvimento de civilizações; entre muitos outros.
Insisto na divulgação destes jogos pois criam novas oportunidades de entretenimento e até de desenvolvimento cognitivo. Estes jogos fomentam exercícios intelectuais complexos e divertidos, modos de sociabilizar entre amigos, e evitar as já imensas horas que passamos em frente a monitores e afins. São uma oportunidade para as próprias famílias, dispensando os excessos em frente a televisões, computadores e videojogos. Não é por acaso que os jogos de tabuleiro ganham novo terreno e complexidade, surgindo cada vez mais como alternativa a outros modos de entretenimento caseiro. Podem aproximar amigos, pais e filhos, de um modo construtivo e sustentável.

O sucesso (e origem) deste tipo de jogos no centro e norte da europa, especialmente na Alemanha, pode levar-nos a outras reflexões. Primeiro, porque são povos muito mais habituados a sociabilizações entre portas; e depois porque são países que se caraterizam por diferentes tipos de organização e de empreendedorismo implícitos. Isto poderá não querer significar nada, e até nem haver qualquer relação entre os hábitos lúdicos e as realidades socioeconómicas desses países, mas não deixa de ser curioso e de dar que pensar!
Por cá a realidade vai mudando. Começam a surgir jogos complexos de tabuleiro nacionais, e na nossa região, na Nazaré, ocorre todos os anos uma convenção nacional de jogos do género. Vale a pena experimentar!
Texto publicado no "Diário as Beiras" e "Diário de Leiria"

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ser ou não ser Quadrado?

Devemos evitar ser quadrado, pois os nossos vértices podem magoar outros, e impedir-nos de encaixar em certos ambientes.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Um exemplo para não generalizar sobre gerações


Entre ontem e hoje presenciei dois exemplos, muito concretos,  que obrigam a reflectir quando se começam a fazer juízos de valor e generalizações geracionais. 

As minhas vizinhas do lado, que muitas vezes abusavam nos barulhos nocturnos, mas que se mostraram conscientes quando conversei com elas sobre o seu comportamento  de modo a que percebessem como incomodavam todos os demais vizinhos, ontem deixaram na nossa porta um bilhete avisando que iriam fazer barulho nesse dia, mas só até à meia-noite, justificando que haveria um aniversário lá em casa. Perante isto, este ato responsável e de respeito para com o outro, quem pode dizer que o respeito cívico morreu?
Por outro lado, acabo de vir do cinema, tendo assistido a um musical, sentado à frente de um grupo de jovens da mesma idade que as minhas vizinhas. Apesar de termos avisado para o facto de estarem a fazer demasiado barulho, continuaram a conversar sem sequer baixarem a voz, apesar de um deles os tentar chamar à razão. Só se calaram quando porque abandonaram o filme já quase perto do fim. No final reparei que tinham deixado uma quantidade impressionante de lixo, da comida e bebida que tinham levado para dentro do cinema, no chão.
Com estes dois exemplos, mas poderia haver muitos mais, só podemos concluir que, nas gerações, como em muitos outras casos, não devemos fazer generalizações, e tomar a parte pelo todo.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Mais um espontâneo contacto de rua fotográfico em Leiria


Hoje tive mais umas experiência caricata ao tirar fotografias na rua. Estava eu com o meu tripé, vem novamente uma pessoa falar comigo. Desta vez uma jovem, super animada e transpirando boas vibrações e jovialidade. Pergunta-me se lhes podia - a ela e a mais dois rapazes e outra rapariga - tirar uma fotografia. Fiquei surpreendido! Claro que disse que sim. Perguntei-lhe se queria, que bastava deixar-me um email que lhe enviaria a foto. Assim fez. 
Parece que as novas gerações estão finalmente a ultrapassar algum formalismo e "atadismo" que herdamos de outros tempos. Bom para a socialibilização e para conhecer melhor o próximo, pois só a assim o podemos compreender.







domingo, 23 de dezembro de 2012

Uma experiência Fotográfica de rua em Leiria


Estava eu a tirar algumas fotos na cidade, com algum aparato pela presença do tripé, quando sou abordado por uma senhora. Com toda a educação pergunta-me o que fazia eu, e porque estavam tantos fotógrafos pela cidade. Respondei que não  sabia. Mas que, no meu caso, estava a tentar fazer fotografia de rua com arrastamentos. A dita senhora disse que gostava muito desses efeitos, que era muito bom andarem a registar e fotografar a nossa cidade. Despediu-se e agradeceu a minha paciência e disponibilidade para a explicação. 
Andar na rua tem destas coisas e oferece contactos inesperados que dão cor à mais cinzenta das fotografias.


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Redundâncias da Actualidade - criado em Novembro de 2009 por Micael Sousa





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