O insólito, o ridículo, o absurdo aconteceu no passado dia 28 de Dezembro de 2009. Estava eu em plena Assembleia Municipal de Leiria, em substituição de uma camarada de partido, quando assisto a uma intervenção de um colega de assembleia da oposição. Penso que todos ficámos estarrecidos e boquiabertos com a sua afirmação. Lamento não me lembrar das exactas palavras do colega deputado municipal, mas basicamente diziam o seguinte: “…eu não sou político!”
Então, afinal o que era ele – devem ter pensado todos. Alguém, indignado com tal afirmação, gritou do fundo da sala – então és o quê? Agora já és político – algo que ninguém pode negar, somente por má fé ou por ignorância.

Se alguém, eleito para um cargo puramente político, que se predispões a fazer intervenções e expressar a sua opinião não é político, se essa pessoa não é, afinal quem o pode ser?
São comportamentos como este que vão denegrindo a classe política, uma classe que deveria ser das mais respeitada pela sua importância, mas também se dar ao respeito, pois só assim que pode ir fortalecendo uma democracia jovem como a nossa.